FPF
Os escândalos de resultados combinados relacionados com esquemas de apostas online têm vindo a crescer no Desporto e, em particular, no futebol. A complexidade e a dimensão do fenómeno têm gerado preocupação e a Federação Portuguesa de Futebol assumiu, desde há anos, uma posição de destaque no combate à erradicação de um problema que só pode ser extinguido se a colaboração conjunta entre federações de futebol nacionais, UEFA, FIFA e forças policiais for muito eficaz.
A inexperiência dos atletas mais jovens aumenta o seu risco de deslumbramento perante ofertas aliciantes e foi exatamente a pensar nesse "grupo de risco" que a UEFA decidiu instaurar a obrigatoriedade da introdução de palestras nos torneios oficiais dos escalões jovens masculinos e femininos. A FPF comprometeu-se a colaborar nesta luta desde o primeiro momento e Rute Soares, gestora jurídica da Federação e Integrity Officer da UEFA, assumiu responsabilidade de sensibilizar os jovens de todas as equipas que passam anualmente por Portugal para a realização de competições jovens com a chancela do organismo que tutela o futebol europeu.
Reconhecer. Rejeitar. Reportar. São estas as três palavras-chave no combate ao match-fixing, um problema à escala global para o qual Rute Soares voltou a chamar a atenção na recente Ronda de Elite feminina sub-19, que decorreu no Algarve: "Estamos a falar de muito dinheiro envolvido, em apostas por todo o mundo, às vezes num só jogo, e não acontece só em jogos muito mediáticos. Aqui, a nossa preocupação, é que isto não aconteça no futebol e, em particular, nas competições organizadas em Portugal. Queremos proteger o futebol deste tipo de incidências."
"Nós não podemos deixar o futebol morrer, não podemos deixar que o futebol deixe de ter interesse e que as pessoas deixem de querer ir a um jogo por saberem o que vai acontecer ou que está tudo acertado. Infelizmente, já acontece em alguns países - um verdadeiro circo."
Fotos FPF/Diogo Pinto
Fonte : FpF.PT
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