Número de rapazes e raparigas, entre os 6 e os 18 anos,
inscritos na FPF duplicou desde o início do século. No dia em que se
celebra mundialmente a atividade física, indicadores são animadores e
têm reflexos diretos na saúde dos jovens portugueses.
FPF
“Estão a jogar futebol
rapazes e raparigas que de outra maneira provavelmente não teriam uma
vida ativa e saudável. A evolução é enorme e, principalmente no caso do
futebol feminino o potencial de crescimento é enorme. O futebol
feminino, brevemente, pode ter tantos praticantes como o andebol e o
voleibol e isso diz muito do trabalho e do investimento que tem sido
feito pela FPF nesta área”. É assim que André Seabra,
professor universitário na Faculdade de Desporto da Universidade do
Porto especializado em estatística, comenta o crescimento do número de
jogadores jovens federados de futebol e futsal.
Os números disponíveis e divulgados no
site da FPF demonstram, desde o início do século, um crescimento linear e
exponencial no número de jovens jogadores federados, rapazes e
raparigas, que praticam futsal e futebol, dos 6 aos 18.
Na época 2000/2001 havia 77 mil
jogadores federados nestes escalões. Passadas 15 épocas, este
número cresceu para 135 mil: “A análise deve ser feita percentualmente.
Um aumento de quase 75 mil atletas federados corresponde a um
crescimento percentual de quase 50 por cento e isso demonstra um
potencial de evolução notável”, afirma André Seabra que é igualmente
investigador premiado na área do futebol e dos seus benefícios para a
Saúde dos jovens.
Por outro lado, a análise revela ainda
um crescimento sustentado: entre 2000 e 2006 os jovens praticantes de
ambos os sexos cresceram de 77 mil para 95 mil. Até 2010/11 voltaram
a subir para 119 mil, fixando-se agora nos 135 mil federados.
No futebol feminino, em todos os
escalões, o crescimento é igualmente motivador: “Falando numa linguagem
que todos entendem, os números de praticantes de futebol e futsal
feminino eram miseráveis. Numa perspetiva global, os números ainda são
relativamente baixos mas a aposta que tem sido feita no futebol feminino
pela atual direção da FPF resultou igualmente na quase duplicação do
número de praticantes neste século. Existe um enorme potencial de
crescimento com todas as consequências virtuosas que a prática do
desporto traz para a saúde dos jovens”, termina o investigador.
A Organização Mundial de Saúde avalia o
sedentarismo como um dos maiores fatores de risco para a mortalidade
global. A atividade física regular e a prática de desporto tem reflexos
positivos na saúde, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares,
diabetes, cancro do colon e da mama ou depressão. A prática do desporto é
igualmente uma das maiores armas para o combate à obesidade.
Indicadores FPF
Crescimento do número de praticantes federados de futebol e futsal. Rapazes e raparigas entre os 6 e os 18 anos.
2000/01: 77 mil federados
2005/06: 95 mi federados
2010/11: 119 mil federados
2015/16: 135 mil federados
Fonte: FpF.PT
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