quinta-feira, 19 de maio de 2016

João Lameira (sub-17): "Temos um futebol atrativo"

O internacional João Lameira diz que o futebol não vive de vitórias passadas e promete o máximo compromisso na final ibérica do Euro 2016.
Futebol Sub-17
João Lameira fala com o fpf.pt , depois de garantida a sétima presença de Portugal numa final de um Campeonato Europeu nos escalões de sub-16 e sub-17.
O trajeto excecional da equipa portuguesa, culminado com a vitória frente à Holanda, por 2-0, ontem, não faz o médio embandeirar em arco para a Final frente à Espanha, a realizar no próximo sábado, às 17h00, no Estádio 8km: “ É claro que estamos satisfeitos com a nossa prestação mas as vitórias passadas não interessam muito no futebol. Este jogo começa sempre 0-0 e nós temos de recomeçar igualmente do zero. Já só estamos interessados em preparar-nos para a Final”, explica depois de mais um treino em Baku.
Internacional desde os sub-15, demonstra conhecer as fraquezas e forças do último adversário no caminho do Euro 2016:  “A Espanha é sempre uma equipa com uma identidade muito própria. Eles trocam sempre bem a bola e não lhes podemos entregar o controlo do jogo. E se chegaram à final não foi por acaso. Deram a volta ao resultado, ganharam à Alemanha e ainda falharam um penálti. O contexto vai ser sempre muito competitivo. São as duas  melhores equipas da Europa”, resume.
 O contexto da final, transmitida na RTP, também será diferente:  “Jogar uma final tem um contexto emocionalmente mais pesado. Parece que até demora mais a chegar o encontro. A grande vantagem é que também temos muito bom ambiente entre nós e isso ajuda-nos a estar tranquilos. Estamos há quase um mês fora de casa e temos mantido sempre um grande espírito”, explica.
 Com as meias-finais no passado, João Lameira descobre no encontro de ontem as forças habituais de Portugal: “Fomos muito mais fortes, travámos as ações mais habituais deles - as trocas de bola, os jogadores rápidos pelas alas e fortes no um para um - e além disso jogámos da forma concentrada e coesa habituais. Somos fortes na troca de bola, na reação à perda, no duelo individual e na eficácia. É por isso que já marcámos 14 golos e não sofremos nenhum. Não queria ser nosso adversário, somos fortes em todos os aspetos do jogo. E temos uma enorme determinação, nunca damos folga ao oponente”, sintetiza.
Considera que Portugal tem  “um futebol muito atrativo” e dá verdadeiramente o exemplo em termos companheirismo: “Claro que todos gostávamos de jogar sempre mas isso não é possível. Como jogador de equipa que sou o que me interessa é dar uma contribuição positiva para o grupo. E com os meus colegas que não jogam sempre é exatamente o mesmo. Os que marcaram golo ontem vieram festejar connosco no banco. Não foram para outro lado. Nesta equipa defendemo-nos e apoiamo-nos uns aos outros. Agora no treino e quando somos chamados a competir temos de estar quase que mais empenhados do que os que estão lá dentro. Isso é que é representar a Seleção Nacional. É esse o nosso compromisso”, sublinha.
O balanço individual no Euro 2016 também é positivo: “Dei tudo o que tinha para dar e também sou parte, pelo menos em 1/19, desta campanha. Há muitos que não vieram connosco, e que também deram muito para estar onde estamos. Também temos de os honrar dentro do campo e jogar sempre a 200%”, diz.
 Assume-se como um  jogador “forte defensivamente, agressivo e posicional” e tem um exemplo há mão: “É verdade que me comparam ao Moutinho, até por causa da estatura, mas honestamente não me importo com a comparação (risos). Não dou uma bola como perdida. Sou um jogador de equipa que também gosta de rematar de longe”, conta.  
Natural de Santa Maria da Feira, começou a jogar ainda no pelado de um clube local. Passou três anos no Feirense e, aos doze , passou um ano em Lisboa no Sporting CP, onde só jogava aos fins de semana. Voltou ao Feirense de onde saiu, há três épocas para jogar no FC Porto. É titularíssimo da equipa de juvenis e já tem um longo trajeto na Seleção Nacional: “Fui capitão da Seleção Distrital da AF Aveiro no Torneio Lopes da Silva e daí transitei para os sub-15. Nunca falhei um estágio e já tenho 25 internacionalizações” , lembra com orgulho.
Está no 11º ano e quer continuar a estudar até ser impossível conciliar com o seu primeiro amor: “ É uma paixão que tenho desde pequenino. Acho que veio da minha própria família que também adora futebol. Sinto-me muito realizado por poder trabalhar aqui e por estar onde estou”, termina.
Fonte: FpF.PT

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