terça-feira, 10 de maio de 2016

R. Vinagre (sub-17): "Não vamos abrandar o ritmo"

Rúben Vinagre quer fazer o pleno de vitórias frente à Bélgica e conquistar o primeiro lugar do Grupo A do Euro 2016. O lateral esquerdo explica como é que Portugal chegou rapidamente aos quartos de final da competição.
Futebol Sub-17
Rúben Vinagre fala ao fpf.pt no dia seguinte à segunda vitória da Seleção Nacional no Campeonato da Europa sub-17, frente à Escócia, por 2-0, que garantiu igualmente a qualificação automática da Equipa das Quinas para os quartos de final da competição: "É um saldo positivo e estamos a caminhar na direção dos nossos objetivos. Cumprimos igualmente aquilo a que nos tínhamos proposto - não sofrer golos e marcar o maior número possível de vezes. Estamos com uma boa estatística", explica numa alusão aos sete golos marcados e zero sofridos em dois encontros na competição.
Jogador do Mónaco e lateral esquerdo da Seleção Nacional explica o que já passou e o que espera do Euro 2016 do Azerbaijão: "Nós queremos pensar em cada jogo como uma final. E numa final queremos sempre marcar muito e não sofrer. As pessoas que não se enganem, estamos aqui para vencer mas é muito importante viver o momento, um jogo de cada vez. A nossa união, a força do grupo, explica a nossa força defensiva e eficácia ofensiva", acrescenta.
O jovem internacional também não poupa elogios ao grupo que integra desde os sub 16: "Somos um grupo coeso e forte, gostamos de ter a bola e de estar por cima do jogo. Somos rápidos, ambiciosos e, modéstia à parte, surpreendentes. Nós, jogadores, sentimos que todos os anos temos evoluído e isso é excelente", diz.
Vinagre, que não jogou frente à Escócia depois da estreia frente ao Azerbaijão, descreve o encontro deste domingo: "Acho que nos faltou eficácia. Podíamos ter marcado mais golos. Os escoceses fizeram tudo para o evitar e tiveram alguma sorte mas as estatísticas, mais uma vez, dizem bem da nossa superioridade. Rematámos 28 vezes. Fizemos um grande jogo e conseguimos rapidamente a qualificação para a fase seguinte. Era o que tínhamos definido e agora vamos lutar pelo pleno de vitórias frente à Bélgica", antevê.
O encontro frente à Bélgica, dia 11, às 13h00, na Dalga Arena, não será, apesar da qualificação, encarado com qualquer sobranceria: "Nós respeitamo-nos e, acima de tudo, respeitamos a nossa Seleção Nacional. Entramos em todos os jogos para ganhar. Não há jogos em que se dá menos e outros em que se dá mais. Somos competitivos sempre e não vamos, de certeza, abrandar o ritmo", antevê.
Ambicioso, Rúben Vinagre também não se furta a explicar o seu ADN futebolístico: "Sou um jogador ofensivo. Sempre me senti confortável com a bola, gosto de marcar golos, de assistir ou de cruzar. No Mónaco, jogo a extremo direito quando o meu pé preferencial é o esquerdo. Claro que tenho espaço para evoluir, nomeadamente nos aspetos mais defensivos. Sou agressivo mas acho que posso ser ainda mais eficaz", explica.
A evolução nunca foi, aliás, problema para Rúben Vinagre: "Comecei aos três anos. Sempre que o meu irmão, mais velho quatro anos, não estava olhar, jogava com equipa dele no Corroios. Aos sete anos, jogava a ponta de lança e marcava perto de cem golos por ano. Não era fácil tirarem-me a bola", ri.
Passou pelo Barreirense e, convidado por Aurélio Pereira, o mítico diretor de recrutamento do clube de Alvalade, teve uma curta passagem pelo Sporting CP. Depois rodou dois anos pelo Belenenses até que regressou a Alcochete: "Aprendi muito quando joguei nestes clubes. O facto de ter rodado na formação ensinou-me que é preciso tirar proveito de todas as situações. Nem sempre estamos por cima e temos de lutar. Mas eu devo muito à Seleção Nacional, um espaço onde, sem disprimor para o clubes, se liga mais à evolução individual do jogador. A pressão competitiva nunca se sobrepõe aos cuidados com o nosso crescimento", acrescenta.
O internacional explica ainda como acabou por assinar, no verão passado pelo Mónaco: "Eu fiz um bom torneio de desenvolvimento da UEFA de sub-16. Logo a seguir, tive onze propostas de clubes diferentes. Foi convidado pelo Barcelona, Real Madrid, Manchester City, Arsenal e estive quase a assinar pelo Man United. Só não assinei porque o Mónaco acabou por fazer uma proposta que considerei melhor para mim. Os meus pais foram comigo e o facto de estarem muitos portugueses no clube ajudou. Gosto de todos os nossos internacionais portugueses mas tenho de realçar a maneira como o Ricardo Carvalho me recebeu. Ele é uma pessoa fora de série", sintetiza.
A jogar na equipa B monegasca, Rubén  Vinagre faz o que mais ama na vida: "Desde pequeno que gosto de fintar cadeiras e subir escadas com a bola nos pés. Só me sinto realizado com uma bola nos pés. Sempre foi e sempre será assim", finaliza.

 Fonte: FpF.PT

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