José Saúde
Aljustrel é uma povoação que terá emergido
no tempo romano, sendo que no seu chão existiu um burgo chamado
Vispasca, um lugar populacional que se localizava nas imediações de uma
mina de nome Metalum Vispascensis. Historicamente a biografia humana é
rica em acontecimentos onde a gesta das suas gentes são levadas ao
púlpito e que por força das circunstâncias deslizam para o inolvidável
encanto desportivo. Sabe-se que a vila sempre se apresentou como um
alforge de craques onde sobressaíram desportistas de elevado gabarito e
que deram vida a um povo que jamais alterou o perímetro das
responsabilidades. Homens sérios, honestos e prontos a servir a
comunidade, arrogaram o fenómeno desportivo de peito aberto,
lançando-se, também, em novos projetos que deram nome e brilho ao
prodígio mineiro. Numa visão global sobre o desenvolvimento desportivo
em Aljustrel, consta-se que Manuel Ferro, nos anos de 1920, foi um ativo
dirigente que colocou a “máquina” do futebol em carris francamente
sólidos. Em 1933, 25 de maio, fundou-se o Sport Clube Mineiro
Aljustrelense. Reconhecesse que a sua atividade ao longo do percurso,
pauta-se por uma colossal competitividade. O futebol e a patinagem,
especialmente, são duas modalidades que deram ânimo aos tricolores. No
que concerne ao mundo dos patins, o saudoso Armindo Peneque foi um
incansável e dedicado dirigente que honrou o clube que orgulhosamente
sempre serviu. O futebol, com toda a sua magnitude, encarregar-se-ia em
levar longe o nome da terra. Numa observação ao passado, é justo que se
enalteça a forma como o Mineiro reunia no Campo das Minas, já
desaparecido, soberbas assistências que davam alento a atletas que
presunçosamente se batiam em proveito do seu emblema. Hoje, usufruindo
das novas instalações, onde a autarquia se apresentou como a entidade
suprema para sua construção, o Mineiro continua a fazer jus a uma
ponderada afirmação, lutando, agora, na fase final do Campeonato de
Portugal pela manutenção. Força Mineiro, é no acreditar que está, como
sempre esteve, a vossa alma.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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