sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Unir os povos pela arte


O Sport Clube Serpa Patinagem Artística mostrou à comunidade local a atividade dos seus jovens patinadores, promovendo a reposição do Festival Patimundo, que envolveu a participação de mais de 50 jovens.

Texto e fotos Firmino Paixão

Num tempo em que se torna cada vez mais premente o reforço da universalidade, o estímulo da união e amizade entre os povos e o combate às crescentes manifestações de xenofobia que grassam pelo mundo, a reposição deste festival de patinagem artística, que o clube serpense chamou de Patimundo, não podia vir mais a propósito. Mais de meia centena de jovens, sob orientação das treinadoras Ana Paulino e Susana Romão, “patinaram pelo mundo”, num conjunto de coreografias, em hora e meia de espetáculo bem enquadrado de público, em que através da música e de expressões artísticas sobre patins, foram revisitados países dos cinco continentes. Um sinal, também, do rejuvenescimento do Sport Clube Serpa Patinagem Artística (Scspa), clube fundado há 17 anos, que outrora já formou grandes campeões.
Rui Teixeira, atual presidente, disse ao “Diário do Alentejo” que o clube “está numa fase de crescimento”: “Tivemos uns anos estagnados, digamos assim, sem crescimento, sem aparecerem novos jovens para patinar, mas, ultimamente, nos últimos dois ou três anos, o clube está a voltar ao que já foi há alguns tempo atrás.” Nesta altura, justificou ainda o responsável, “temos muitos jovens a praticar, esperamos ter resultados a médio prazo quando eles começarem a competir e a trazer prémios para a cidade de Serpa, porque, neste momento, temos apenas 12 ou 13 atletas na vertente de competição”.
Quanto ao Patimundo, o dirigente disse: “Todos os anos organizamos um espetáculo de patinagem artística, no ano passado fizemos um denominado Patimundo e este ano repetimo--lo introduzindo alguns melhoramentos. Tivemos mais atletas nesta edição e o cenário também foi alterado”. Um certame que é exibido apenas em Serpa, ainda que “a ideia seja de expandi-lo pelo resto do concelho, desde que tenhamos condições para levarmos os patinadores”. Rui Teixeira adiantou também que “o festival apresenta músicas oriundas de vários cantos do mundo, de vários continentes, que estiveram muito bem representados, aliás, o tema foi escolha das treinadoras que estão a formar as crianças e a ensiná-las. Na minha opinião, são duas excelentes treinadoras, tenho a certeza de que os miúdos estão bem entregues”. Ao mesmo tempo, prosseguiu o presidente do Scspa, “numa altura em que se fala tanto em, não direi racismo, mas em xenofobia, nós trouxemos aqui músicas e danças de vários pontos do globo. Nos tempos que correm esta universalidade artística ficou muito bem enquadrada”.
Sem querer identificar os motivos pelos quais o clube passou por um período de abrandamento da atividade, Rui Teixeira preferiu sublinhar que agora “estamos no caminho certo e o clube está novamente a ressurgir no âmbito da patinagem do distrito, da região e vamos ver se, daqui a algum tempo, também a nível nacional”, perspetivando que num futuro próximo se repetirão os êxitos subscritos por atletas como Miguel Mangas, Ana Aragão e outros grandes campeões. “Ainda bem que lembrou esses nomes, porque foram atletas que ganharam muitas competições dentro e fora do País, e penso que, daqui por uns anos, podemos ter de novo essa hipótese, embora os tempos sejam diferentes, existem mais patinadores, existe mais competitividade, a patinagem evoluiu bastante, mas penso que conseguimos lá chegar, porque, há cerca de dois anos, já conseguimos títulos nacionais. Este ano não sei se será possível, mas num futuro próximo será com certeza”.
O clube dispõe de excelentes instalações para desenvolver a atividade, contudo “o que nos está a faltar, neste momento, e que faz parte do nosso projeto é arranjarmos uma sede onde possamos colocar os prémios que já conquistámos ao longo do nosso historial”. De resto, a ambição continua incólume, mas, confessou Rui Teixeira: “O que me dá gozo é vir ao pavilhão e vê-lo cheio de crianças a patinar. O que nós mais queremos é que este pavilhão continue sempre cheio de jovens e a seguir, com a quantidade virá a qualidade, e virão as conquistas para o clube”.

Fonte: http://da.ambaal.pt

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