sexta-feira, 21 de abril de 2017

Somos Milfontes


Fundado há cerca de 26 anos, o Clube Náutico de Milfontes, liderado por Francisco Aires, continua em acelerado crescimento e a remar pelas águas tranquilas da foz do rio Mira, pelo País e pelo mundo.

Texto e foto Firmino Paixão


Uma grata missão. Contribuir para o crescimento desportivo e pessoal dos seus atletas, enquanto desportistas representantes da sua terra, e dinamizando a canoagem enquanto elemento central. Eis o lema de um movimento que primeiro foi Núcleo de Canoagem do Colégio Nossa Senhora da Graça, autonomizando-se, em 1990, como Clube Náutico de Milfontes. Francisco Aires, o seu líder, apresenta-nos este emblema que tem nas suas fileiras mais de meia centena de remadores.


Formando jovens no plano desportivo e social. É essa a missão do clube?A nossa missão é formar os atletas e contribuir para que eles alcancem resultados desportivos, mas também contribuir para a sua formação e valorização social, para que amanhã sejam homens e mulheres e ajudem no engrandecimento da nossa região ou do nosso país e que possam também ser parceiros no desenvolvimento da modalidade que praticam.


O clube tem sido bem-sucedido e muitos dos seus atletas já vestiram a camisola da seleção nacional?Temos tido sempre bons resultados desde a nossa fundação. Todos os anos temos atletas chamados à seleção nacional, são sempre convocados três ou quatro atletas para as diversas seleções que representam Portugal em provas internacionais, o que é um facto que muito os honra. Neste momento temos dois atletas na seleção sub/23, estão a lutar bem para garantirem o seu lugar na equipa nacional e acredito que, se Deus quiser, vão representar Portugal e, naturalmente, também vão honrar Vila Nova de Milfontes.


Simultaneamente divulgam Vila Nova de Milfontes e as potencialidades que a terra tem para este e outro tipo de desportos náuticos?Projetamos a nossa terra para onde quer que nos desloquemos. As condições que possuímos para a prática desportiva, o clima, a paisagem, são elementos de excelência. O rio Mira tem todas as potencialidades para que as equipas internacionais aqui façam o seu período preparatório. As que cá têm vindo partem satisfeitas e voltam sempre no ano seguinte.


No palmarés do clube existem muitos títulos nacionais, por exemplo, no ano passado foram seis títulos...Tem sido muito gratificante, é a recompensa do trabalho que os atletas e o clube têm desenvolvido. A modalidade está cada vez mais competitiva, a luta é cada vez maior, mas os nossos atletas estão lá para terem sucesso e para lutarem, cada vez mais, pela melhor imagem do seu clube.


O rio Mira, cuja foz é afinal a vossa casa, o vosso campo de treinos, reúne condições de excelência para a prática da canoagem.Temos ótimas condições nas várias vertentes da modalidade. Estou a falar de canoagem de mar, falo também de canoagem em rio e, numa visão mais avançada, poder-se-á mesmo falar de slalom. Agora, é evidente que há infraestruturas que terão de ser construídas. São coisas mínimas, não estamos a falar de grandes investimentos, para que tudo aquilo que nós temos, e que tem muito valor, consiga enquadrar todas essas vertentes.


E tem sentido vontade nas pessoas que podem dar esse contributo, uma vez que já recebem nas vossas águas algumas equipas internacionais?Começa a haver mais vontade. Houve uma altura em que a coisa não andava, mas agora começamos a acreditar que afinal é verdade. Já reconhecem que nós andámos aqui a batalhar mas que a projeção está aí, os resultados aparecem. As pessoas que vêm lá do fim da Europa procuram o nosso cantinho. Vamos para uma Grécia, para uma França, talvez, com centros de estágios para tudo e mais alguma coisa, mas eles vão clicar lá para verem onde é que o tempo vai estar bom, e onde existem melhores condições, e vêm para Milfontes, vêm para o Alentejo.


Os apoios ao clube, se calhar, são menores do que as dificuldades que encontram para ir pagaiando contra a maré?Sim. Ao nível de apoios, se eles fossem contabilizados em função dos resultados, talvez o Clube Náutico estivesse numa outra posição e com apoios completamente diferentes. Mas também acredito que as coisas vão virando, vão-se limando arestas e vai-se acreditando, porque, afinal, o trabalho está à vista. Todos acreditamos que amanhã seja uma comunidade inteira a acreditar que o trabalho está a ser bem feito e tem de prosseguir.


Qual é o próximo passo que gostaria de dar? Certamente existe um sonho…O sonho era conseguirmos terminar esta missão e o clube ter uma sede própria para colocarmos as nossas coisinhas. Termos um espaço nosso. Há 20 anos que lutamos por isso, mas acredito que, um dia, quem para cá vier, já disponha de um cantinho, onde se reveja a nossa história e o fruto de todos os que contribuíram para que este projeto crescesse e se consolidasse.

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

Sem comentários:

Enviar um comentário