quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Canoagem: Selecionador promete mais medalhas

Hoppe pede mais apoio para o rio'2016

Autor:lusa

Fotos: PAULO CALADO
 
 
O selecionador de canoagem, Ryszard Hoppe, manifestou esta terça-feira vontade de continuar o seu trabalho até aos Jogos do Rio de Janeiro'2016, prometendo conquistar "mais medalhas" do que a prata da dupla Fernando Pimenta/Emanuel Silva.

"Tenho vontade de continuar. Para o Rio não chega uma medalha. Vamos para mais e vamos levar mais atletas. Quando voltarmos depois de 2016 não vai haver espaço neste aeroporto (para receber em festa os canoístas medalhados)", disse o selecionador à agência Lusa, após a chegada em apoteose da comitiva da canoagem que brilhou em Londres'2012.

O técnico polaco, que sempre perspetivou a presença em finais e medalhas da canoagem em Londres'2012, não tem dúvidas:

"Em 2016 não vamos para uma medalha, mas para mais. A canoagem só precisa ter mais apoio e calma no trabalho".

"Já chegou o momento do desporto português funcionar como o de qualquer país da Europa. Não é normal o que a canoagem mostrou nos últimos três ou quatro anos - dezenas de medalhas em europeus e mundiais -, com nível muito alto, e em termos de apoios sermos quase os últimos. Estes resultados demonstraram a todos que é bom investir na canoagem", vinca, em "recado" enviado ao poder central.

Ryszard Hoppe garante que "não há melhor país na Europa em termos de condições para a prática da canoagem" do que Portugal, lembrando que anualmente "mais de 20 seleções trabalham aqui no Inverno", pelo que recomenda uma "aposta séria do país na modalidade".

"Precisamos de calma e mais apoio. O desporto profissional precisa trabalhar todos os dias em cada semana e em todos os meses do ano. E com calma. Sem coisas que o possam prejudicar", diz o técnico, que já fez campeões olímpicos na Polónia.

Na hora do êxito que muito lhe pertence - foi dele a ideia e a insistência, com o apoio da federação, na aposta de Portugal neste K2 1.000, apesar de Fernando Pimenta assumir publicamente o desejo de fazer K1 -, Ryszard Hoppe deixou os maiores elogios para os atletas que treina nas seleções e para a direção.

"Parabéns aos atletas e direção, porque no mundo ninguém faz grandes resultados sozinho. É em equipa, como uma família. Em Portugal somos como uma família. Temos pouco dinheiro, mas bons pais, com o Miguel (Mário Santos) e (José) Garcia - presidente e vice-presidente da federação - que arranjaram as melhores condições", vincou.

O técnico polaco agradeceu ainda o forte contributo de Rui Fernandes, treinador que trabalha consigo há sete anos, e de Tiago Lourenço, que no último ano tem dado maior apoio ao trabalho das seleções mais jovens.
Fonte: http://www.record.xl.pt/

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