desabafos na despedida de Londres
Autor:Lusa
Vicente
Moura disse domingo, de forma taxativa, que não se vai recandidatar à
presidência do Comité Olímpico de Portugal (COP) e garantiu que não irá
apoiar qualquer nome nas eleições de março de 2013 porque não tem
delfins. Aos 74 anos e no dia último dia em que assiste a Jogos
Olímpicos de Verão como presidente do COP, cargo que exerceu durante 17
anos, em dois períodos, Vicente Moura não se eximiu de culpas: "Se
querem um responsável têm-no aqui. Eu sou o responsável".
Numa conferência de imprensa de uma hora, cheia de recados e desabafos, no último dia de Londres'2012, Vicente Moura fez várias recomendações, pediu que o protocolo de apoio à preparação para os Jogos do Rio de Janeiro'2016 seja "imediatamente" decidido e sugeriu que no COP seja criado o cargo de diretor-geral.
"O sistema desportivo está obsoleto", foi o ponto de partida para Vicente Moura desfear um rol de críticas, sem esquecer a responsabilidades de vários governos pela incapacidade em criar os meios para "pôr a juventude" e os portugueses "a praticarem desporto". Moura lamentou que existam pouco mais de 400.000 federados em Portugal, muitos dos quais "nem praticam desporto", e disse que se está em "fim de ciclo" e voltou a defender uma "mudança de paradigma", para que os resultados desportivos não continuem a definhar, com reflexos disso mesmo no Rio de Janeiro.
Entre várias propostas, defendeu uma reformulação do Projeto de Esperanças Olímpicas, com bolsas pagas diretamente aos atletas e não às federações, que o COP pague diretamente as verbas aos treinadores, para evitar situações como a que se verifica com Mark Emke no remo, que haja maior controlo da ação das federações, com critérios mais exigentes para a atribuição de apoios, a implementação de um Programa de Deteção de Talentos, uma política mais efetiva do IPDJ no apoio ao "desporto de base" e uma efetiva promoção do desporto escolar.
No tocante às críticas, Vicente Moura disparou em várias direções e considerou que houve uma efetiva desvalorização do desporto com o fim do ministério e a passagem a secretaria equiparada à da Juventude.
O presidente do COP disse mesmo que o desporto não foi ainda mais desvalorizado em Portugal "porque o futebol tem conseguido resultados", mas negou problemas com o Governo atual, sublinhando que tem "excelentes relações" com o secretário de Estado Alexandre Mestre.
Sobre a polémica afirmação de que seria "mais rápido" ganhar medalhas com os atletas africanos que querem vir para a Europa, Vicente Moura admitiu que foi "irónico", sublinhando que prefere apostar em políticas de base e de longo termo, que sejam capazes de produzir resultados em próximos ciclos olímpicos. "Portugal deve trazer pelo menos 10 atletas medalháveis para poder ganhar um ou duas medalhas", frisou, antes de endereçar palavras elogiosas à judoca Telma Monteiro, apesar da derrota no seu primeiro combate: "Ela merece uma medalha no Rio de Janeiro".
Quanto à hipótese de vir a ser um futuro ministro do Desporto foi claro: "É capaz de vir a ser complicado".
Confira todos os resultados dos Jogos.
Fonte. http://www.record.xl.pt/
Numa conferência de imprensa de uma hora, cheia de recados e desabafos, no último dia de Londres'2012, Vicente Moura fez várias recomendações, pediu que o protocolo de apoio à preparação para os Jogos do Rio de Janeiro'2016 seja "imediatamente" decidido e sugeriu que no COP seja criado o cargo de diretor-geral.
"O sistema desportivo está obsoleto", foi o ponto de partida para Vicente Moura desfear um rol de críticas, sem esquecer a responsabilidades de vários governos pela incapacidade em criar os meios para "pôr a juventude" e os portugueses "a praticarem desporto". Moura lamentou que existam pouco mais de 400.000 federados em Portugal, muitos dos quais "nem praticam desporto", e disse que se está em "fim de ciclo" e voltou a defender uma "mudança de paradigma", para que os resultados desportivos não continuem a definhar, com reflexos disso mesmo no Rio de Janeiro.
Entre várias propostas, defendeu uma reformulação do Projeto de Esperanças Olímpicas, com bolsas pagas diretamente aos atletas e não às federações, que o COP pague diretamente as verbas aos treinadores, para evitar situações como a que se verifica com Mark Emke no remo, que haja maior controlo da ação das federações, com critérios mais exigentes para a atribuição de apoios, a implementação de um Programa de Deteção de Talentos, uma política mais efetiva do IPDJ no apoio ao "desporto de base" e uma efetiva promoção do desporto escolar.
No tocante às críticas, Vicente Moura disparou em várias direções e considerou que houve uma efetiva desvalorização do desporto com o fim do ministério e a passagem a secretaria equiparada à da Juventude.
O presidente do COP disse mesmo que o desporto não foi ainda mais desvalorizado em Portugal "porque o futebol tem conseguido resultados", mas negou problemas com o Governo atual, sublinhando que tem "excelentes relações" com o secretário de Estado Alexandre Mestre.
Sobre a polémica afirmação de que seria "mais rápido" ganhar medalhas com os atletas africanos que querem vir para a Europa, Vicente Moura admitiu que foi "irónico", sublinhando que prefere apostar em políticas de base e de longo termo, que sejam capazes de produzir resultados em próximos ciclos olímpicos. "Portugal deve trazer pelo menos 10 atletas medalháveis para poder ganhar um ou duas medalhas", frisou, antes de endereçar palavras elogiosas à judoca Telma Monteiro, apesar da derrota no seu primeiro combate: "Ela merece uma medalha no Rio de Janeiro".
Quanto à hipótese de vir a ser um futuro ministro do Desporto foi claro: "É capaz de vir a ser complicado".
Confira todos os resultados dos Jogos.
Fonte. http://www.record.xl.pt/
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