atleta foi 7.ª na maratona
Jessica Augusto alcançou este domingo em Londres o melhor resultado de uma portuguesa na maratona olímpica desde 1996, ao terminar no sétimo lugar, recebido como uma medalha para quem se sente um "peixinho" entre "tubarões".
Com 2:25.11 horas, Jessica Augusto igualou a posição conseguida por Manuela Machado em Atlanta, e encabeçou o trio de portuguesas, à frente de Marisa Barros, 13.ª (2:26.13), e Ana Dulce Félix, 21.ª (2:28.12), numa corrida marcada pela forte chuvada inicial e que coroou a etíope Tiki Gelana como campeã olímpica. Gelana, 24 anos, detentora da segunda marca da época, negou o ouro à queniana Priscah Jeptoo, que conquistou a prata tal como nos Mundiais de 2011, enquanto a russa Tatyana Petrova Arkhipova arrecadou o bronze e afastou do pódio a também queniana Mary Kaytani, vencedora das duas últimas maratonas de Londres e apontada como favorita.
Atrás da ucraniana Tetyana Gamera-Shmyrko (quinta) e da chinesa de Xiaolin Zhu (sexta), Jessica Augusto foi a terceira melhor europeia. "Não tenho medalha, mas para mim, isto foi como uma medalha. Considero-me um peixinho no meio destes tubarões. Apenas tenho três maratonas concluídas", afirmou a atleta de Braga, de 30 anos.
O resultado, dedicado ao pai, que faleceu há ano e meio e a fez correr a última volta "com o coração", foi o seu melhor, depois do oitavo lugar alcançado precisamente na maratona de Londres em 2011 e 2012, embora a atleta diga que a preparação não tenha sido a ideal, porque teve "muitos problemas depois de Londres" e "faltaram muitos treinos específicos".
Jessica Augusto e as duas compatriotas passaram no grupo da frente à meia maratona, cumprida em andamento regular (1:13.13 da chinesa Zhu), mas o teste à sua capacidade veio pouco depois, quando as africanas endureceram a corrida, a partir dos 24 km. "Senti-me muito bem durante a prova. Tive um mau momento, que é normal, quando elas atacaram", explicou a maratonista. Depois, reencontrou o seu ritmo e foi ganhando algumas posições, acabando apenas surpreendida pela ponta final de Gamera-Shmyrko, que veio de trás para a frente nos últimos quilómetros para estabelecer o recorde ucraniano e "roubar-lhe" o sexto posto.
"Se tiver condições, apoios, acredito que daqui a quatro anos será melhor. Não vou prometer medalhas, porque se não consigo fico em dívida. Mas vou lutar para os primeiros. Tenho muito para dar na maratona", prometeu.
Mais destacada do que as companheiras no início da corrida, para evitar os inevitáveis toques e desequilíbrios num pelotão de mais de 100 atletas, Marisa Barros apontava para o "top-8", mas ressentiu-se com o ataque da queniana Kiplagat e acabou em 13.ª, satisfeita por ter ficado entre as 16 primeiras. "Quando deram o esticãozinho, eu estava a passar por dificuldades e não consegui reagir. Tentei não perder muito e na última parte agarrar-me o mais possível a um bom andamento, porque as coisas já não iam muito bem. Continuo com dificuldades físicas e senti-as hoje a nível muscular", lamentou a atleta do Benfica, que fez nos Jogos a primeira maratona do ano.
Segunda em Viena e em Nova Iorque em 2011, Dulce Félix também ambicionava um lugar entre as oito da frente, mas acabou "em sofrimento". "Comecei a sentir cansaço, comecei a sofrer muito e acabei em sofrimento. Esperava um bocado melhor, fiquei um bocado triste, mas são os meus primeiros Jogos. Estou satisfeita por estar nos Jogos Olímpicos, mas esperava melhor", confessou a campeã europeia dos 10.000 metros.
Confira todos os resultados dos Jogos.
Fonte: http://www.record.xl.pt/
Com 2:25.11 horas, Jessica Augusto igualou a posição conseguida por Manuela Machado em Atlanta, e encabeçou o trio de portuguesas, à frente de Marisa Barros, 13.ª (2:26.13), e Ana Dulce Félix, 21.ª (2:28.12), numa corrida marcada pela forte chuvada inicial e que coroou a etíope Tiki Gelana como campeã olímpica. Gelana, 24 anos, detentora da segunda marca da época, negou o ouro à queniana Priscah Jeptoo, que conquistou a prata tal como nos Mundiais de 2011, enquanto a russa Tatyana Petrova Arkhipova arrecadou o bronze e afastou do pódio a também queniana Mary Kaytani, vencedora das duas últimas maratonas de Londres e apontada como favorita.
Atrás da ucraniana Tetyana Gamera-Shmyrko (quinta) e da chinesa de Xiaolin Zhu (sexta), Jessica Augusto foi a terceira melhor europeia. "Não tenho medalha, mas para mim, isto foi como uma medalha. Considero-me um peixinho no meio destes tubarões. Apenas tenho três maratonas concluídas", afirmou a atleta de Braga, de 30 anos.
O resultado, dedicado ao pai, que faleceu há ano e meio e a fez correr a última volta "com o coração", foi o seu melhor, depois do oitavo lugar alcançado precisamente na maratona de Londres em 2011 e 2012, embora a atleta diga que a preparação não tenha sido a ideal, porque teve "muitos problemas depois de Londres" e "faltaram muitos treinos específicos".
Jessica Augusto e as duas compatriotas passaram no grupo da frente à meia maratona, cumprida em andamento regular (1:13.13 da chinesa Zhu), mas o teste à sua capacidade veio pouco depois, quando as africanas endureceram a corrida, a partir dos 24 km. "Senti-me muito bem durante a prova. Tive um mau momento, que é normal, quando elas atacaram", explicou a maratonista. Depois, reencontrou o seu ritmo e foi ganhando algumas posições, acabando apenas surpreendida pela ponta final de Gamera-Shmyrko, que veio de trás para a frente nos últimos quilómetros para estabelecer o recorde ucraniano e "roubar-lhe" o sexto posto.
"Se tiver condições, apoios, acredito que daqui a quatro anos será melhor. Não vou prometer medalhas, porque se não consigo fico em dívida. Mas vou lutar para os primeiros. Tenho muito para dar na maratona", prometeu.
Mais destacada do que as companheiras no início da corrida, para evitar os inevitáveis toques e desequilíbrios num pelotão de mais de 100 atletas, Marisa Barros apontava para o "top-8", mas ressentiu-se com o ataque da queniana Kiplagat e acabou em 13.ª, satisfeita por ter ficado entre as 16 primeiras. "Quando deram o esticãozinho, eu estava a passar por dificuldades e não consegui reagir. Tentei não perder muito e na última parte agarrar-me o mais possível a um bom andamento, porque as coisas já não iam muito bem. Continuo com dificuldades físicas e senti-as hoje a nível muscular", lamentou a atleta do Benfica, que fez nos Jogos a primeira maratona do ano.
Segunda em Viena e em Nova Iorque em 2011, Dulce Félix também ambicionava um lugar entre as oito da frente, mas acabou "em sofrimento". "Comecei a sentir cansaço, comecei a sofrer muito e acabei em sofrimento. Esperava um bocado melhor, fiquei um bocado triste, mas são os meus primeiros Jogos. Estou satisfeita por estar nos Jogos Olímpicos, mas esperava melhor", confessou a campeã europeia dos 10.000 metros.
Confira todos os resultados dos Jogos.
Fonte: http://www.record.xl.pt/
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