Com a próxima época desportiva já num horizonte próximo, a Associação de Futebol de Beja prepara as suas provas competitivas, com o regresso da 2.ª Divisão Distrital e a eleição de um novo conselho de arbitragem.
Texto e foto Firmino Paixão
O defeso foi um tempo para “contar espingardas” com a fundação Inatel e, para já, a inscrição de 12 clubes no Distrital da 2.ª Divisão, alguns deles resgatados à concorrência, recoloca a prova no quadro competitivo regional, embora com menos equipas do que desejava o executivo liderado por José Luís Ramalho, que fez cedências no enquadramento em duas séries e uma campanha promocional de redução de custos. O dirigente perspetiva, com moderado otimismo, as principais variáveis que podem influenciar a próxima temporada desportiva.
Que expetativas tem para a próxima época?Temos feito tudo para que seja uma boa época desportiva, mas as dificuldades são muitas. Deparámo-nos com muito boa vontade da maioria dos dirigentes desportivos mas, quando chega a hora da verdade, as coisas às vezes são um bocado diferentes, as dificuldades financeiras vêm à superfície e as coisas não acabam nem como eles queriam, nem como nós desejaríamos.
Não se filiaram novos clubes, mas regressam outros que estavam sem atividade, o que é um sinal positivo?Na verdade inscreveram-se novos clubes, mas também há outros que deixaram de praticar. Podemos concluir que o futsal cresceu consideravelmente e no futebol feminino também existe essa tendência, embora alguns clubes estejam ainda hesitantes.
A grande novidade é o regresso da 2.ª Divisão…Sim, mas eu não gostaria de cantar vitória antes do tempo. Até as equipas estarem inscritas mantenho alguma reserva, tenho consciência das dificuldades, não pelos custos, porque os baixámos consideravelmente, mas, principalmente, pela falta de apoios aos clubes. Neste momento os clubes não têm os apoios autárquicos que seriam necessários e da parte da sociedade civil também não existem.
Recuperaram equipas que na época passada competiram no Inatel…Reunimo-nos por todo o distrito e convidámos todos os clubes. Muitos garantiram que participariam, mas muitos também estão, ou vão estar, a eleger novos corpos sociais. Mas tivemos situações agradáveis, a Aldeia dos Fernandes, o São Domingos, o Saboia que, apesar de ter sido campeão do Inatel, voltou para nós, o Nave Redonda, o São Luís, mas é verdade que uma boa parte desses clubes põe a condição da existência de duas séries.
Também reduziram os encargos com as inscrições?Realmente houve uma campanha promocional com redução de custos, nós estamos aqui para defender o futebol, os sócios fizeram alterações em várias taxas, baixámos as taxas dos jogos de seniores e as de formação pagam uma taxa mais reduzida, dividindo por todos os custos do futebol no nosso distrito.
Uma campanha promocional não configura também concorrência desleal perante o Inatel?Pelo contrário, continuo a afirmar que se existe aqui alguma concorrência desleal é da outra parte. Nós estamos a fazer isto porque formamos jovens, e as outras entidades não o fazem. Neste momento, quase que estamos a substituir-nos ao Estado. E os outros fazem o quê? Vivem dos jovens que nós formamos e não lhes dão continuidade em termos desportivos. Os nossos clubes têm que pagar taxas de organização de jogos, no Inatel não pagam, mas acabamos por ser todos nós, contribuintes, através do dinheiro que é dado à fundação, que suportamos os custos dos seus jogos. Isto é que é concorrência desleal.
Nos escalões de formação haverá normalidade? Este ano vamos ter mais atletas, as inscrições cresceram bastante, só em juniores é que teremos, apenas, seis equipas inscritas, mas em quase todos os restantes escalões teremos que fazer duas séries.
A 1.ª Divisão, com o regresso de alguns históricos, será empolgante?É pena que alguns históricos ainda estejam fora dos nossos campeonatos, mas pensamos que vai ser um campeonato muito aliciante e esperam-se até grandes dérbis.
O que espera dos clubes que estreiam este ano o Campeonato Nacional de Seniores?Esperamos, e desejamos, que tenham uma participação condigna em termos de representação da nossa associação, mas também desejamos que os seus objetivos desportivos se possam concretizar, sabendo que alguns destes clubes possam ter metas mais ambiciosas.
Outra novidade foi a eleição de um novo conselho de arbitragem?Penso que se vai abrir um novo ciclo, é essa a minha convicção, não querendo com isto dizer que, sendo um ciclo com novas pessoas e ideias diferentes, não deixe de ser a continuidade da aposta na formação da arbitragem para que os nossos árbitros possam continuar a dignificar a região.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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