sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Minigolfe encanta Portel


O Parque de Minigolfe de Portel recebeu pela segunda vez, este ano, uma competição internacional da modalidade. O sucesso da organização foi comum e amplamente reconhecido pelas delegações internacionais.

Texto e fotos Firmino Paixão

A vila de Portel recebeu, entre os dias 7 e 10, o Campeonato Europeu de Juniores de Minigolfe 2013, uma modalidade que ali possui um magnífico complexo, com condições que, pela sua excelência, mereceram a confiança da Federação Internacional da modalidade, para que, depois do ensaio geral que foi a organização da Taça das Nações, em maio último, ali se realizasse mais uma grande prova internacional, em singulares masculinos/femininos e equipas, que contou com a presença de cerca de 80 atletas em representação das seleções nacionais da Áustria, Alemanha, Portugal, República Checa, Rússia, Suécia e Suíça.
A seleção portuguesa, que na Taça das Nações (com um regulamento que obriga a equipas mistas) tinha conseguido um histórico segundo lugar, desta vez não evitou o último lugar da tabela. Ainda assim, o selecionador nacional da modalidade, António Pinto, revelou ao “Diário do Alentejo” que tem a certeza que os objetivos foram atingidos. E justificou: “Talvez tenhamos colocado a fasquia um bocadinho alta, devido ao grande desempenho na Taça das Nações, embora os moldes fossem diferentes, mas aí conseguimos um bom segundo lugar, que ficou na história do minigolfe em Portugal como a melhor classificação conseguida até hoje”. O técnico sustentou ainda: “Neste campeonato europeu também atingimos os objetivos, porque desde 2010 que não conseguíamos colocar dois atletas portugueses nos play off, e isso foi extraordinário”. António Pinto assumiu ainda: “As diferenças entre os nossos níveis competitivos e os adversários são enormes, por isso achamos que o desempenho da nossa equipa esteve acima da média, relativamente à realidade do nosso minigolfe”.
O responsável pela equipa portuguesa sublinhou também os benefícios desta experiência competitiva para os jovens lusos, assumindo: “O que nos falta, realmente, é mais competição internacional, temos campeonatos regionais e nacionais, e não temos grande experiência internacional, conseguimos reunir a seleção uma vez por ano, enquanto as grandes potências do minigolfe têm competições semanais ao longo de todo o ano. Isso dá-lhes um impressionante traquejo em comparação com a nossa realidade, e depois reflete-se em competição e na hora das grandes decisões. Mas é a realidade que temos e é com ela que temos que contar”.
Nota elevada para o acolhimento local, atribuído por todas as delegações e, naturalmente, pelo selecionador português, confessando que: “A hospitalidade das pessoas em Portel foi, também, uma mais-valia para a nossa seleção, porque a simpatia das pessoas da terra foi excelente, fomos muito bem recebidos e estivemos sempre bem acompanhados, sempre mimados por onde passámos, assim dá gosto”, concluiu António Pinto.


Pistas com excelente qualidade  O presidente da Câmara de Portel, Norberto Patinho, anfitrião deste campeonato da Europa organizado em parceria com a Federação Portuguesa de Minigolfe, confirmou que a competição “correu muito bem”: “Desta vez foram mais países, em termos desportivos julgo que a competição foi excelente e em termos de clima deu para que estes países vissem o que é suportar temperaturas elevadíssimas”. E sublinhou: “O balanço final foi muito positivo e as impressões que colhi, junto dos responsáveis das equipas, foi de satisfação total e de terem ficado bem impressionados com a nossa região, sobretudo encantados pela forma como foram acolhidos”.
No plano desportivo, o autarca acentuou: “As opiniões também convergiram na qualidade das nossas pistas e à sua dificuldade competitiva, que aguça ainda mais a vontade de fazer melhor, e, por tudo isto, só temos que estar muito satisfeitos e pensamos que prestigiámos a região, prestigiámos a Federação Portuguesa de Minigolfe, que está muito satisfeita com a forma com isto decorreu”.
Norberto Patinho recordou ainda: “Conseguimos a fixação desta prova em Portel num concurso feito anualmente na Federação Internacional e que, perante as condições oferecidas por cada país, assim escolhe um ou outro. Nós ganhámos aquela primeira etapa e agora provámos que somos capazes de organizar da forma como era exigível, e isso deixa-nos muito satisfeitos e na esperança de que, para além desse reconhecimento, fique a formigar também a perspetiva de que os nossos jovens e as nossas gentes aqui de Portel adiram mais à modalidade”. A “prática do minigolfe é transversal às famílias, dos netos aos avós, não é muito onerosa, pode crescer e espero que este campeonato tenha ajudado a que a equipa que já joga com as cores da ADA (Associação Desenvolvimento Ação Social e Defesa do Ambiente) venha a ter mais praticantes”, concluiu o autarca.

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

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