A equipa de kayak polo da Associação Juvenil Pagaia Sul, de Beja, venceu a quarta fase da Liga Ibérica que decorreu na Piscina Municipal de Beja e assegurou a vitória final nesta competição.
Texto e foto Firmino Paixão
O Clube de Canoagem de Amora, com duas equipas, a Associação Pagaia Sul, de Beja, e o Club Deportivo de Fuengirola, da Andaluzia espanhola, disputaram, na Piscina Municipal de Beja, a quarta e última fase da Liga Ibérica de Kayak Polo, competição ganha pela equipa bejense. Um triunfo que é um excelente prenúncio para a época competitiva que se avizinha, na qual se anunciam objetivos muito ambiciosos, como revela o atleta e dirigente da Pagaia Sul, Paulo Remechido.
Esta foi uma etapa competitiva com vista à preparação da próxima temporada?Coube-nos realizar em Beja a quarta e última fase da Liga Ibérica composta por equipas portuguesas e espanholas da região sul. Esta foi a fase final, ganhámos esta ronda, mas também vencemos a liga. Faltaram duas equipas, o Paço d’Arcos e os espanhóis de Arcos de La Frontera. O facto de já não terem grande ambição e de a previsão meteorológica não ser a melhor, terá ajudado a que não comparecessem.
Vem aí a próxima época desportiva e as metas são ambiciosas?O que nós queremos mesmo é ficar nos três primeiros lugares do campeonato nacional, já que, na época passada, ficámos em quarto lugar. Todos andamos aqui com muita ambição, por isso, vamos tentar fazer o melhor possível, que poderá passar por um segundo ou, quem sabe, um primeiro lugar.
A equipa está bem preparada para esses desafios?Temos uma equipa recheada de jovens com muito talento, é essa a nossa melhor virtude, sendo assim, pode ser que consigamos atingir esses objetivos. Temos jogadores muito talentosos, alguns que são atletas de seleção nacional e que estão entre os melhores atletas nacionais.
O Clube de Canoagem de Setúbal tem sido campeão nos últimos 20 anos. Assumem o desafio de quebrar essa hegemonia?É muito tempo e todos os anos surgem equipas que por serem fisicamente mais fortes pensam em ganhar. Eles ganham há 20 anos, mas podem estar em fim de carreira, até porque os seus atletas já não são novos e estão mais debilitados fisicamente. A experiência conta muito, mas nós também a temos, porque participamos em torneios lá fora e fazemos muitas provas de preparação, por isso, acreditamos que este possa ser o nosso momento, pelo menos, vamos melhorar a nossa prestação.
O Campeonato Nacional e a Taça de Portugal são as competições mais nobres em que vão participar?O próximo objetivo é o campeonato regional, em Setúbal, no próximo dia 22. Primeiro queremos ganhar esse torneio. O campeonato nacional é uma competição extensa, tem quatro fases muito competitivas, com seis equipas em prova, a jogarem entre si, é sempre muito renhida e, às vezes, um golo a mais, ou a menos, faz a diferença. A Taça de Portugal é mais uma prova que queremos vencer, mas começa apenas em maio, ainda falta algum tempo.
Vencer o campeonato regional nas águas do tradicional campeão seria uma grande ousadia?Sim, é um bocado isso, mas não é fácil, as equipas hoje já se conhecem bem, mesmo não estando nestas provas de preparação, através das novas tecnologias conhecem os nossos resultados e a nossa evolução. Depois também pelo facto de termos jovens atletas internacionais, as outras equipas ficam um bocado avisadas para o nosso potencial e sabem aquilo que nós valemos.
Uma das etapas do nacional será realizada na Piscina de Beja?Vamos ter a segunda fase do Campeonato Nacional em Beja, nos dias 26 e 27 de abril, será uma boa mostra do que é o kayak polo nacional, sendo um desporto menos conhecido, traremos algum movimento à cidade de Beja e teremos imensos kayaks nesta piscina.
Já referiu a presença de jovens na seleção nacional, acredita que essa distinção se manterá?Sim, o João Roque e o Pedro Mestre já estiveram no último Campeonato da Europa, proximamente haverá um campeonato do mundo, no norte de França e, se não existirem lesões, pela forma como estão a trabalhar, seguramente que estarão lá, porque são dois dos melhores jogadores portugueses.
Por tudo aquilo que disse, conclui-se que a Pagaia Sul está a pagaiar numa corrente de muito sucesso?Estamos no bom caminho, continuamos com as dificuldades habituais, como não conseguirmos trazer miúdos para o kayak polo. Não podemos fazer um trabalho de iniciação à modalidade porque o ponto de partida será sempre a aquisição de material e não temos capacidade financeira para isso. Temos o nosso equipamento aqui na piscina mas, de vez em quando, surgem furtos de material e é assim, se nos vêm tirar o pouco que temos, as coisas ainda ficam mais difíceis. Pode ser que consigamos uma parceria para fazermos a iniciação e criarmos uma escolinha de kayak polo.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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