A classificação que a equipa do Futebol Clube de Serpa ocupa no Campeonato Distrital da 1.ª Divisão, a meio da tabela, sabe a pouco para o jovem técnico Paulo Paixão e para o coletivo que comanda.
Texto e foto Firmino Paixão
Depois de uma década de trabalho bem-‑sucedido como treinador dos escalões de formação, o bejense Paulo Paixão comanda agora o histórico Futebol Clube de Serpa, após uma passagem efémera, nesta mesma época, pelo vizinho Aldenovense. Chegou à Terra Forte à sexta jornada do campeonato, respira ambição, rejeita que este seja o ponto de partida de uma carreira e que ver a equipa subir mais alguns lugares na tabela.
O atual 7.º lugar da equipa não satisfaz o seu treinador?Obviamente que não, o treinador e o grupo de atletas do Futebol Clube de Serpa têm ambição para mais e sabemos que o nosso grupo tem feito por merecer um pouco melhor, portanto, lutamos para que isso aconteça, ou seja, conseguirmos uma posição mais de acordo com aquilo que é o nosso desempenho, mas temos pecado um pouco na finalização, e isso tem sido determinante.
A tendência é para subirem na tabela …Tudo depende daquilo que consigamos fazer, mas é isso que queremos e reconhecemos que temos valor para que tal aconteça, assim as coisas nos corram melhor e subiremos na tabela, sabendo que as equipas que estão no topo têm outros valores e outros recursos com que não conseguimos ombrear.
O segundo lugar da época passada será irrepetível, o campeonato tem equipas diferentes, três delas vindas da 3.ª divisão?Será um pouco utópico. Era preciso o Serpa ter começado muito bem o campeonato, e isso não aconteceu. São realidades diferentes, vieram três equipas com rotinas de uma divisão acima, que se reforçaram, desceram duas equipas teoricamente mais fáceis e as equipas intermédias reforçaram-se. O nível competitivo é superior e tornou tudo mais difícil do contexto da época passada.
Quatro derrotas em casa, uma com o Rosairense e o empate com o Cuba, terão sido os desfechos menos positivos?Penso que desde a minha chegada o resultado negativo foi a derrota em casa com o Rosairense, num jogo completamente irrealista, tivemos três bolas nos postes e uma na barra e o nosso adversário marcou na única oportunidade que teve. São coisas do futebol que temos de aceitar.
Que objetivos lhe foram propostos quando tomou conta da equipa?Não me foi proposto nenhum objetivo que não fosse, naturalmente, a mudança de atitude da equipa. E isso está claramente conseguido. Existe uma melhoria clara daquilo que é a postura da equipa em todas as suas variáveis. Mas olhando para as equipas que estão acima de nós, penso que o quinto lugar seria uma posição mais de acordo com o nosso valor, embora esse não seja o limite da nossa ambição, pois temos essa boa responsabilidade de andarmos lá em cima.
O clube tem uma organização estável e boas condições de trabalho?Claro, as pessoas que dirigem o clube procuram trabalhar diariamente para que as coisas corram o melhor possível e exista estabilidade, naturalmente, dentro do padrão de amadorismo em que se insere o nosso futebol. São pessoas muito preocupadas em que as coisas corram bem, é um clube organizado.
O seu passado como treinador foi ligado à formação. Esta foi a época da aventura, com ponto de partida no Aldenovense e um inesperado desvio para Serpa …Não considero um ponto de partida, porque a minha carreira começou há dez anos atrás no futebol de formação. Há uma tendência para esquecer esse trabalho e parece que só começamos quando chegamos aos seniores. Não vejo as coisas assim. É um virar de página, isso, sim, um sinal de evolução. Mas os dez anos anteriores foram importantíssimos, todos os técnicos deviam ter essa experiência. Podia ter continuado na formação, mas já não era isso que pedia a mim próprio, tive necessidade de sair dessa área de conforto e aceitar desafios que parecem complicados, mas são eles que nos fazem evoluir.
Mas confessa que existe um sonho …Sim, existe esse sonho de chegar mais longe, mas esse percurso faz-se caminhando. E quero lá chegar com todas as componentes bem alicerçadas e melhor construídas, para que isso não aparente nenhuma oferta que me foi proporcionada, porque isso nunca aconteceu na minha vida desportiva, mas que seja, efetivamente, um sinal de uma conquista.
Como se define como treinador de futebol?Sou um pouco como o resultado do que tem sido o meu processo formativo e o passado enquanto jogador. Uma mistura das duas coisas, não sou um treinador académico, nem puramente empírico, conjugo as duas áreas e consigo perceber a separação das suas fronteiras. Procuro uma relação próxima com os atletas, no pressuposto de que assim se constrói uma boa união. Mas sou exigente, gosto de trabalhar nos treinos e vejo cada unidade de treino como uma oportunidade de melhorar
Fonte: http://da.ambaal.pt
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