sexta-feira, 14 de março de 2014

A culpa foi apenas nossa…”


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O castrense foi um dos clubes que assumiu a candidatura ao título na presente temporada. Longe dessa meta, e também já eliminado da taça distrito, está em tempo de balanço ao que correu mal durante a época.

Texto e foto Firmino Paixão


Na quarta jornada, com duas derrotas, foi buscar David Guerreiro a Almodôvar que deixou o Nacional de Seniores para tentar subir o castrense. O treinador assume que entrou numa equipa já construída e tentou fazer o melhor possível, mas as coisas não correram muito bem, e confessa: “Não nos podemos queixar da sorte, nem dos árbitros, porque isso não faz parte do jogo, tem sido essencialmente por culpa nossa”. O técnico diz que a equipa tem que entrar em campo sempre com muito espírito competitivo e com a intenção de ganhar.

Na corrida para o título, o castrense já “atirou a toalha ao chão”?
Enquanto for matematicamente possível vamos lutar, já não dependemos de nós, dependemos de terceiros, e muito, porque eles têm uma grande margem de manobra para poderem errar e nós já não temos, já gastámos inúmeras vezes a margem que alguma vez tivemos.

Perderam pontos em casa de forma impensável…
Quando não se consegue ganhar com os adversários diretos, com as equipas que, teoricamente, são mais fracas, temos que ganhar sempre, porque as equipas que não são regulares acabam por não conseguir os seus objetivos e é isso que nos está a acontecer.

Quais são as fragilidades que impediram o plantel de ter mais sucesso?
Temos um plantel curto e muito jovem, falta-‑lhe um pouco da experiência que se exige a uma equipa que não pode falhar. Mas os miúdos têm que jogar para ganhar experiência e evoluírem, e é nesse sentido que estamos já a trabalhar este ano.

O que se pode esperar do castrense nos próximos jogos?
Nós, agora, andamos a jogar o jogo pelo jogo, sabemos que os objetivos estão longe e resta-nos dignificar a camisola e defender a nossa dignidade e a nossa honra. É esse castrense de cara lavada com que podem contar, não andaremos de cabeça baixa, mostraremos o nosso brio profissional, dentro do amadorismo por que nos pautamos.

O afastamento da taça distrito foi frustrante, porque seria um segundo objetivo?
Foi uma derrota muito difícil de digerir. Sabíamos que estávamos longe da discussão do campeonato e na taça dependíamos apenas de nós. Falhámos por culpa própria, isto é o futebol que tantas vezes nos faz sorrir e, às vezes, nos entristece. Temos que esquecer esta época lembrando-nos sempre dela, porque nos dará bagagem para os próximos anos.

O plantel será reformulado para o resto da época desportiva?
Quando se assumem compromissos com jogadores é para os assumir. Não os contratamos a prazo, temos que estar com eles, nos bons e nos maus momentos. É isso que a direção fará, mesmo sabendo que alguns não corresponderam às expetativas, mas o castrense é um clube diferente e manterá a sua estrutura até final.


O clube tem estabilidade e condições para competir a outro nível…
É um clube que não pertence ao distrital, não tirando mérito ao nosso campeonato, mas é um clube que, pelo seu historial e pelas condições que oferece, não merece andar neste patamar. Tem que estar sempre de passagem pelo escalão distrital, pensar sempre mais alto, porque tem condições para se manter num campeonato nacional.

A sua mudança de Almodôvar para castro Verde tinha subjacente a conquista do título com o castrense?
O objetivo era esse, estávamos na quarta jornada e a equipa tinha perdido duas vezes, exatamente o mesmo número de derrotas que tive na época passada em Almodôvar e ganhei o campeonato. Sabia que a prova deste ano era mais difícil e que a margem era muito curta, mas tentámos, e no início as coisas até nos sorriram bem mas depois acabámos por falhar em alturas em que não podíamos.

Teve uma proposta irrecusável para deixar um campeonato nacional e voltar ao futebol distrital?
Não podemos ver as coisas por aí. Acho que fiz um bom trabalho em Almodôvar, mas gosto de desafios, seja em equipas melhores ou piores e o desafio que me foi apresentado era tentar lutar pelo título quando já ninguém o previa, e eu optei por arriscar. Não teve nada a ver com outras questões, inclusive a nível monetário, a proposta foi inferior à de Almodôvar, mas eu não ando no futebol por dinheiro, ando cá por gosto e para tentar evoluir e quis conhecer uma nova realidade.

É cedo para lhe perguntar se vai continuar em castro Verde na próxima época?
Neste momento o que quero é acabar este campeonato com dignidade, quando ele estiver a terminar, certamente, que falaremos sobre o futuro. Mas para existir futuro terão que existir ideias em comum, se assim for haveremos de estar cá para o ano, para colocar o castrense no lugar onde merece estar.

Fonte: http://da.ambaal.pt

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