sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mais faz quem quer…


A modalidade de futsal está a crescer no seio do Clube Desportivo de Beja. Uma equipa de seniores masculinos, outra de seniores femininos e um alargado lote de miúdos e miúdas com idade de benjamins.

Texto e foto Firmino Paixão

Os mais jovens estão num processo de formação, por enquanto sem enquadramento competitivo, mas crê-se que assegurarão a manutenção da modalidade no clube em futuro próximo. Luís Pardal, responsável por todo este projeto, sublinha, no entanto, a falta de equipamentos para os treinos semanais e assegura que a prioridade do Desportivo de Beja é a formação. Por isso, as metas são realistas e a confiança numa boa temporada reina entre os responsáveis pela modalidade.


Que expetativa tem para a presente época desportiva?Acima de tudo que o clube tenha uma participação digna e com muito respeito pelos adversários, na tentativa de, semana a semana, irmos conquistando o maior número de pontos possível, para chegarmos ao final da época nos lugares cimeiros, porque são esses os objetivos que a equipa ambiciona.


Não traçaram metas mais ambiciosas?Temos o objetivo de vencer a Taça Distrito que, consequentemente, nos dará acesso à Taça de Portugal na próxima época. Mas também temos objetivos evolutivos da nossa equipa, porque temos alguns elementos novos que estamos integrando, três ainda juniores e um juvenil, para podermos garantir o futuro. O nosso problema mais grave é o facto de só termos uma hora semanal para fazermos treinos, é curto, sobretudo quando, às vezes, outras equipas têm jogos a meio da semana e nos retiram a possibilidade de fazermos essa unidade de treino, porque sendo tão poucas, todas são de extrema importância.


Insiste-se na dinamização do futsal. De que forma, com tanta limitação de equipamentos para a sua prática?É um pouco como diz o povo: “Mais faz quem quer do que quem pode”. O Desportivo de Beja tem entre 50 a 60 atletas a praticar a modalidade. Temos a equipa sénior masculina, constituída por 16 elementos, uma equipa feminina, que irá disputar o primeiro campeonato de futsal feminino no distrito, e que é constituída à base de muita juventude, temos oito atletas convocadas para a seleção de Sub/20, isso diz tudo, e depois temos o escalão de benjamins mistos com muitos jovens entre os seis e os 11 anos. São essas pequenas coisas que valorizam o nosso trabalho, vendo o número de atletas aumentar apesar das dificuldades para treinarmos, mas temos conseguido evoluir e é isso que queremos. A formação foi sempre uma meta no futsal do Desportivo de Beja, em vez de apostarmos em jogadores em fim de carreira.


Quem são e qual a base de recrutamento destes jogadores?A maioria são atletas que transitaram da época passada e temos o reforço de um jogador vindo do Alcoforado, que era excedentário no plantel deles. Temos os três juniores que já referi e um ou outro jovem que não praticava futebol ou que andava no Inatel e que conseguimos recrutar para este projeto.


Com um enquadramento competitivo quase completo para todos os escalões?Sim, exceto os benjamins, porque ainda não existe campeonato no distrito. Já pensámos competir em Évora, mas as coisas não eram fáceis, porque eles têm muitas equipas, se tivessem poucas é que precisavam de nós, mas os seniores e a equipa feminina têm enquadramento. Um pouco mais a sério nos seniores masculinos, porque temos um campeonato com 12 equipas, competitivo e equilibrado, neste momento não há um candidato afirmado, exceto o Baronia, por tradição, embora tenha uma grande equipa. O campeonato feminino será disputado por quatro equipas, nós, o Alvito, o Serpa e o Guadiana, vamos ver. E nos benjamins esperamos que a Associação de Futebol de Beja colabore connosco, promovendo alguma competição com outras equipas, que permita dinamizar e divulgar a modalidade.


O Desportivo tem capacidade financeira para todo este investimento?Vai sendo possível com um grande esforço das pessoas, mais fácil seria cruzarmos as pernas, sentarmo-nos no sofá a olhar para a televisão e esperarmos que as coisas acontecessem. Se estivermos à espera que o dinheiro apareça, nunca acontecerá nada, portanto temos que procurá-lo. Sabemos que as coisas não estão fáceis, temos conhecimento das dificuldades da economia local, muitas pessoas ajudam porque gostam do clube. A nossa comissão tem organizado algumas iniciativas, mas como lhe digo, seria mais fácil fecharmos a porta do clube e entregarmos as chaves à autarquia. Muita gente, se calhar, ficaria contente, nós ficaríamos tristes, por isso, dentro da nossa disponibilidade e da nossa capacidade estamos a lutar por uma boa causa. Pode ser que daqui por dois anos, quando o Desportivo de Beja comemorar o centenário, surja uma solução para que o clube se torne mais forte.

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

Sem comentários:

Enviar um comentário