Arbitragem
Os palestrantes versaram sobre vários dos temas mais atuais da arbitragem como a tomada de decisão, o treino, a eficácia nas decisões durante um jogo e as lesões que podem surgir nas carreira dos juízes , mas tendo sempre como pano de fundo a forma com a investigação científica pode continuar a proporcionar resultados de excelência nos campos de futebol, futsal e futebol de praia.
Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, faz o balanço positivo do evento: "Tivemos a participação de todos os investigadores, estivemos em presença de mais de 10 estabelecimentos de ensino superior. Aproveitámos o Ano do Centenário para dedicar este livro, em jeito de prenda de aniversário à Federação Portuguesa de Futebol. Penso que é uma oferta bonita daqueles que ao longo de todos estes anos se têm dedicado à arbitragem e à sua investigação."
O líder do CA da FPF não tem dúvidas que a relação entre o meio académico e a arbitragem veio para ficar: "A perfeição é cada vez mais um pressuposto exigido à arbitragem. Temos estudos que nos dizem que os árbitros têm 99,5% de eficácia nas suas decisões. Praticamente, nenhuma outra atividade tem uma margem de acerto tão grande. O nosso papel é contribuir para que os árbitros sejam ainda mais conhecedores do setor e que estejam mais preparados para poderem exercer esta atividade com brilhantismo, sendo certo que a FPF tem nestes seus cem anos, pergaminhos que não pode ignorar. As seleções estão muito bem posicionadas nos mais diversos rankings e a arbitragem também tem o objetivo de acompanhar o futebol, o futsal e o futebol de praia no sentido de estar representada em todas as grandes competições. Estamos empenhados em continuar a proporcionar aos árbitros desempenhos de sucesso."
Vítor Pereira afirmou, na sessão de encerramento deste seminário, que "a arbitragem pode ser um ato de felicidade" e pormenorizou esta convicção ao fpf.pt: "Os árbitros estão nesta atividade por paixão. Eles dedicam-se à arbitragem em detrimento da sua vida pessoal, da sua vida familiar, da sua vida profissional...põem de lado quase todas as outras atividades, dando prioridade à arbitragem. É assim com os árbitros que chegam ao topo. Eles são felizes, gostam de arbitrar e esse é, porventura,o fator motivacional mais importante (...) É uma atividade marcadamente emotiva."
Fonte: FpF.PT
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