Numa mera reflexão aos registos de outrora, apurámos que o primeiro dérbi de que há memória entre equipas de Beja terá ocorrido no ano de 1913. O “Grupo Sportivo Bejense” e o “Sportivo Académico”, equipas formadas na base de estudantes, terão lançado o repto para uma modalidade, o futebol, que galgou fronteiras e se dimensionou universalmente. Naquele tempo a eira do Costa Gomes servia como o campo de treinos para uma juventude irreverente e onde os aventureiros impunham os seus saberes doutrinais. As “Festas da Cidade”, um evento encarado com pompa e circunstância na velha Pax Julia, originou um jogo entre as equipas do “Sportivo Bejense” e o “Sportivo Académico”, uma partida que se realizou na parada interior do quartel militar do Regimento de Infantaria 17, em Beja. A notícia, porém, peca por lacónica, uma vez que apenas relata que o resultado final foi um empate. Reconhecendo-‑se as virtualidades que o futebol transmite, relembro os tempos dos grandes dérbis bejenses entre o Desportivo e o Despertar, sendo normal que no final dos 90 minutos o resultado registasse um empate. Aliás, comenta-se, amiúde, que as igualdades em confrontos com equipas locais teimam em fazer parte de um cardápio de acontecimentos desportivos donde se extraem valores subsequentes que ditam veracidades recolhidas na chamada universidade da vida. Conclui-se, então, que a experiência é verídica e deixa patente que a “tradição é ainda o que era”. Recentemente fui à bola. No complexo desportivo Fernando Mamede, em Beja, defrontaram-se o Desportivo e o Penedo Gordo. Muito público, ainda bem, sendo que o jogo contava para mais uma jornada do escalão secundário da AF Beja e, como é óbvio, o desfecho foi um empate (2-2). O prélio resvalou para uma rendição dos jogadores ao longo da partida francamente competitiva, ressalvando-se que os extremos voltaram a tocar-se, ou seja, passados 101 anos duas equipas bejenses encontraram-se e o dérbi terminou igualado.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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