A universalidade do espetáculo desportivo fascina o mais incauto cidadão. Nas curvas envolventes da memória, sobressaem conteúdos reais que sugestionam verdades adquiridas e que nos transportam para o campo da competência. Nos tempos que decorrem não é fácil encontrarem-se pessoas que se predisponham a uma rendição global ao clube da terra natal. O cosmos do dirigismo debate-se com dificuldades. A certeza remete-nos para um anfiteatro reduzido. Sabe-se que as coletividades foram chão que já deu uvas. Poucos se atrevem a assumir o peso da responsabilidade. A vida de agora é completamente diferente da passada. Pensar-se em mecenas é uma falsidade. Ainda assim, os historiais das agremiações perduram na ordem do dia. Num ápice aparecem criaturas resolvidas a ultrapassar obstáculos e o povo rejubila com a coragem dos aventureiros arrancados à penumbra de uma agreste floresta. Este princípio de narrativa remete-nos para o Futebol Clube de São Marcos, fundado em 28 de julho de 1988, que mantém no seu registo uma dupla de dirigentes cuja atividade se mantem interruptamente desde a sua origem: Manuel Batista, sócio nº 1, presidente e Manuel Simão, sócio nº 2, treinador. Pelo meio cruzaram-se alegrias e tristezas. As horas mais difíceis foram sempre ultrapassadas. Sabe-se que estes distintos temerários jamais jogaram a toalha ao solo. O povo em São Marcos da Atabueira reconhece a sua fidelidade ao emblema do povoado. A vida porém tem limites. Chegará o dia em que o Batista e o Simão atingirão o zénite da saturação. Este ano haverá eleições. A sua continuidade apresenta-se incerta. A dúvida persiste. Fica a certeza da sua gigantesca devoção. Casos de dirigentes que se expõem, cerca de três décadas, à frente de um clube são raríssimos. A dupla que justamente enalteço são gentes simples e honestas que muito contribuíram para dotar a população com a componente desportiva. Bem-haja a vossa voluntariedade em prol de uma plebe que certamente nunca vos esquecerá.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Dupla
Dupla
A universalidade do espetáculo desportivo fascina o mais incauto cidadão. Nas curvas envolventes da memória, sobressaem conteúdos reais que sugestionam verdades adquiridas e que nos transportam para o campo da competência. Nos tempos que decorrem não é fácil encontrarem-se pessoas que se predisponham a uma rendição global ao clube da terra natal. O cosmos do dirigismo debate-se com dificuldades. A certeza remete-nos para um anfiteatro reduzido. Sabe-se que as coletividades foram chão que já deu uvas. Poucos se atrevem a assumir o peso da responsabilidade. A vida de agora é completamente diferente da passada. Pensar-se em mecenas é uma falsidade. Ainda assim, os historiais das agremiações perduram na ordem do dia. Num ápice aparecem criaturas resolvidas a ultrapassar obstáculos e o povo rejubila com a coragem dos aventureiros arrancados à penumbra de uma agreste floresta. Este princípio de narrativa remete-nos para o Futebol Clube de São Marcos, fundado em 28 de julho de 1988, que mantém no seu registo uma dupla de dirigentes cuja atividade se mantem interruptamente desde a sua origem: Manuel Batista, sócio nº 1, presidente e Manuel Simão, sócio nº 2, treinador. Pelo meio cruzaram-se alegrias e tristezas. As horas mais difíceis foram sempre ultrapassadas. Sabe-se que estes distintos temerários jamais jogaram a toalha ao solo. O povo em São Marcos da Atabueira reconhece a sua fidelidade ao emblema do povoado. A vida porém tem limites. Chegará o dia em que o Batista e o Simão atingirão o zénite da saturação. Este ano haverá eleições. A sua continuidade apresenta-se incerta. A dúvida persiste. Fica a certeza da sua gigantesca devoção. Casos de dirigentes que se expõem, cerca de três décadas, à frente de um clube são raríssimos. A dupla que justamente enalteço são gentes simples e honestas que muito contribuíram para dotar a população com a componente desportiva. Bem-haja a vossa voluntariedade em prol de uma plebe que certamente nunca vos esquecerá.
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A universalidade do espetáculo desportivo fascina o mais incauto cidadão. Nas curvas envolventes da memória, sobressaem conteúdos reais que sugestionam verdades adquiridas e que nos transportam para o campo da competência. Nos tempos que decorrem não é fácil encontrarem-se pessoas que se predisponham a uma rendição global ao clube da terra natal. O cosmos do dirigismo debate-se com dificuldades. A certeza remete-nos para um anfiteatro reduzido. Sabe-se que as coletividades foram chão que já deu uvas. Poucos se atrevem a assumir o peso da responsabilidade. A vida de agora é completamente diferente da passada. Pensar-se em mecenas é uma falsidade. Ainda assim, os historiais das agremiações perduram na ordem do dia. Num ápice aparecem criaturas resolvidas a ultrapassar obstáculos e o povo rejubila com a coragem dos aventureiros arrancados à penumbra de uma agreste floresta. Este princípio de narrativa remete-nos para o Futebol Clube de São Marcos, fundado em 28 de julho de 1988, que mantém no seu registo uma dupla de dirigentes cuja atividade se mantem interruptamente desde a sua origem: Manuel Batista, sócio nº 1, presidente e Manuel Simão, sócio nº 2, treinador. Pelo meio cruzaram-se alegrias e tristezas. As horas mais difíceis foram sempre ultrapassadas. Sabe-se que estes distintos temerários jamais jogaram a toalha ao solo. O povo em São Marcos da Atabueira reconhece a sua fidelidade ao emblema do povoado. A vida porém tem limites. Chegará o dia em que o Batista e o Simão atingirão o zénite da saturação. Este ano haverá eleições. A sua continuidade apresenta-se incerta. A dúvida persiste. Fica a certeza da sua gigantesca devoção. Casos de dirigentes que se expõem, cerca de três décadas, à frente de um clube são raríssimos. A dupla que justamente enalteço são gentes simples e honestas que muito contribuíram para dotar a população com a componente desportiva. Bem-haja a vossa voluntariedade em prol de uma plebe que certamente nunca vos esquecerá.
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