sexta-feira, 13 de março de 2015

O campeão do mundo...


Os pescadores Joaquim Moio e João Grosso, dupla do Clube Eborense de Amadores de Pesca Desportiva, campeões do mundo de pesca ao achigã embarcado, assumiram em Alqueva a liderança do campeonato nacional.

Texto e foto Firmino Paixão


A duas primeiras provas do Campeonato Nacional de Pesca do Achigã Embarcado realizaram-se no passado fim de semana, na barragem de Alqueva, com organização da Associação Regional do Baixo Alentejo de Pesca Desportiva, por delegação da respetiva Federação Nacional. Vinte e cinco embarcações saíram para as duas provas do campeonato (as barragens de Santa Clara, em junho, e Cabril, em outubro, receberão as restantes), e neste coletivo de concorrentes, o campeão do mundo (Joaquim Moio) e o campeão nacional (Pedro Rodrigues), em título, eram garantia de forte competitividade, assim o peixe colaborasse.
No conajunto dos dois dias de prova foram capturados 63 exemplares num total de 57,4 quilos de peixe, o suficiente para a embarcação do campeão mundial assumir a liderança do nacional, com sete exemplares e 6,938 quilos, aquém daquilo que é a tradição de capturas em Alqueva. O vencedor desta primeira de três etapas do nacional confirmou: “No primeiro dia tivemos muitas dificuldades, com poucas capturas, na segunda prova esforçámo-nos muito para trazermos um bom exemplar e fazermos uma boa pesagem, para nos fixarmos na metade superior da classificação do campeonato nacional, queríamos sair daqui nos primeiros lugares e em condições de lutarmos pelo título e isso foi conseguido”.
Lembrando que a sua presença na Mora Pesca o impediu de treinar, adiantou: “O que aqui fiz foi um pouco com base no conhecimento que tenho da barragem e com a minha experiência na pesca”. Um conhecimento que lhe valeu o título mundial conquistado no México, o que lhe acrescenta mais responsabilidade na época em curso. “Uma responsabilidade muito positiva, adoro a pesca, é uma modalidade que para mim está acima de tudo, teremos as restantes provas em Santa Clara e Cabril, duas massas de água onde gosto imenso de pescar, acho que tudo vai correr bem”, sustentou o pescador eborense, assumindo: “Quando entro é sempre para fazer o meu melhor e tentar ganhar, mas sempre com humildade, se conseguir conquistar o título nacional e se for selecionado para o mundial voltarei a dar o melhor de mim”.
A organização da Associação do Baixo Alentejo foi de elevado nível e o seu presidente, Manuel Ranhola, lembrou: “As duas provas correram muito bem, é pena terem sido feitas numa época bastante precoce, porque a água está bastante fria e os peixes não deram muito. Os achigãs estão um pouco atrasados na desova, demoram um pouco a entrar, por isso houve menos capturas do que é habitual. Mas em termos de qualidade foram as melhores provas que aqui fizemos, porque foram pescados peixes de grandes dimensões”.
O dirigente fez notar ainda: “Chegámos a ter aqui concursos com mais de 40 embarcações, mas as dificuldades económicas que todos atravessamos são também transversais à pesca desportiva e impedem a presença de mais concorrentes”, contudo, referiu, “tivemos aqui o campeão nacional em título, o campeão do mundo de pesca embarcada ao achigã, esteve aqui a elite desta disciplina, em termos desportivos a prova teve realmente esse mérito”.
Em junho a associação organizará as provas na barragem de Santa Clara, plano de água “onde se estão a capturar bastantes peixes e com bastante peso, será, por isso, a prova mais apetecível para os pescadores que estão neste circuito”, acentuou Ranhola, regozijando-se com aquilo que reconheceu ser uma prova de confiança da federação: “Desde há uns anos que a nossa associação vem realizando estas duas provas, o que muito nos orgulha. Sentimos que é uma prova de confiança da federação e tudo faremos para continuar a merecer essa responsabilidade que a federação nos confia”, concluiu.

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

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