O presidente da FPF encerrou os trabalhos do III
Seminário Internacional de Futebol Feminino, lembrando objetivos para o
futuro da modalidade.
FPF
Durante dois dias, Vilamoura recebeu diversos agentes nacionais e internacionais ligados à modalidade, que discutiram alguns dos temas mais relevantes para o desenvolvimento do futebol feminino.
Coube ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, encerrar os trabalhos, elogiando a realização do Seminário e apontando o caminho a seguir para o crescimento da modalidade no feminino em Portugal.
“A Algarve Cup já não faz sentido sem este espaço de reflexão. Foram dois dias de debate e salutar troca de experiências. E nós, em Portugal, não temos qualquer problema em aprender com os que começaram há mais tempo, os que estão noutro patamar de desenvolvimento”, começou por dizer.
O líder da FPF não escondeu, ainda assim, o orgulho pelo que tem sido feito nos últimos anos. “Em 2014 a FPF inscreveu 5778 mulheres. Há 20 anos estavam inscritas na Federação 1086 jogadoras. Estes números provam que crescemos, que estamos no caminho certo. Há 20 anos também não havia mulheres nas bancadas. E hoje elas vão ao futebol, sobretudo quando se trata da Seleção. Há 20 anos as mulheres não viam jogos na televisão. E hoje sofrem como os homens. E conhecem o jogo”, observou.
“Mas ter menos de seis mil jogadores é um número que não pode satisfazer-nos. As mulheres são menos de cinco por cento no universo de praticantes inscritos na FPF. É um valor muito baixo, inferior ao existente em outros países e em outros desportos em Portugal. A Federação Portuguesa de Futebol tem um plano estratégico para o futebol feminino. Um dos nossos objetivos é aumentar o número de praticantes”, reforçou.
Para Fernando Gomes, o futebol tem de ser um espaço de inclusão. “Precisamos de trazer mais pessoas para o futebol. Precisamos de trazer mais mulheres para a prática deste desporto que nos apaixona, mobiliza e une todos os dias”, frisou, antes de endereçar ao Selecionador Nacional, Francisco Neto, os parabéns pelo comportamento da Equipa das Quinas na Algarve Cup 2015.
“Não posso deixar de agradecer o empenho das Câmaras municipais que mais uma vez colaboraram de forma estreita com a Federação. O futebol precisa de parceiros assim, empenhados e exigentes. Contem connosco para futuras organizações da Algarve Cup e de outras competições”.
A terminar, o presidente da FPF relevou as audiências televisivas da Algarve Cup (que deverão atingir os 2,4 milhões de pessoas em mais de 55 países), o número recorde de profissionais da comunicação social acreditados (mais de 150), e regozijou-se com a primeira presença do Brasil na competição.
Foto: FPF/Diogo Pinto
Fonte: FpF.PT
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