sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Um veículo de promoção


O XII Campeonato do Mundo de Pesca ao Achigã em Embarcação disputa-se entre 20 e 22 de outubro na barragem do Alqueva, depois de ali se realizar também a última prova do nacional desta disciplina.

Texto e foto Firmino Paixão


Os dois eventos estiveram em debate no XI Fórum da Escola Nacional de Caça, Pesca e Biodiversidade, realizado nas instalações da Comoiprel e integrado no programa da Feira do Artesanato que decorreu na cidade de Moura. Santiago Macias, presidente do município de Moura, Silvestre Pinto, dirigente da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva, e Joaquim Moio, campeão do mundo de pesca embarcada ao achigã em 2014 (México) constituíram o painel de oradores, juntando-se-lhes o presidente da Associação Regional do Baixo Alentejo de Pesca Desportiva, Manuel Ranhola.
A exposição que a região terá e particularmente o concelho de Moura, com a realização destas provas, nomeadamente o Campeonato do Mundo, estiveram no centro das atenções desta promoção, sobretudo na afirmação de Santiago Macias de que “gostaríamos que a barragem do Alqueva tivesse outro tipo de condições para a promoção da prática desportiva e da promoção turística, não só do concelho, como da região, mas, infelizmente, a malha burocrática, a legislação que existe e o plano de ordenamento da barragem não nos permite um plano de desenvolvimento como nós gostaríamos e como a região merece”. O autarca lembrou também que “não valeria a pena organizar campeonatos desta índole se não existisse uma tradição muito forte no nosso concelho e o facto de essa tradição existir, e de termos aqui também uma campeã mundial [Joana Ramalho], torna mais importante a perspetiva de se fazerem os campeonatos neste concelho, pois uma organização destas dará, seguramente, maior visibilidade a Moura, oportunidade que não podemos desperdiçar”.
Silvestre Pinto, vogal da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva, elencou as exigências com a organização de um campeonato do mundo, quer ao nível de logística quer no âmbito desportivo, mas lembrou que Portugal prima sempre pela excelência na qualidade com que organiza todos os campeonatos, o que, garantiu, “é sempre muito elogiado por toda a gente, nomeadamente a Federação Internacional (FIPS)”. Joaquim Moio, várias vezes campeão nacional e já campeão do mundo, sublinhou que “por esse mundo fora todos se querem equiparar às nossas organizações”, e lembrou que “nós temos o clima, os planos de água e tínhamos peixe; os outros países o que têm é a possibilidade de gastarem uns milhões para terem aquilo que nós temos”.

Fonte:  http://da.ambaal.pt

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