sexta-feira, 17 de março de 2017

Um fator de promoção


O 17.º Memorial Professor Mário Lemos (zona sul), em basquetebol, realizou-se, na cidade de Beja, com coordenação do Beja Basket Clube e participação de nove equipas de oito clubes.

Texto e fotos Firmino Paixão


O certame é organizado pelo Comité Nacional de Mini-basquete da Federação Portuguesa de Basquetebol, neste caso, com o apoio do Beja Basket Clube e do município de Beja, e trouxe a esta cidade oito clubes do sul do País e mais de uma centena de jovens atletas, uma vez que se dirige a praticantes com idades inferiores a 10 anos (mini-10). O programa foi preenchido com jogos de mini-basquete entre as várias equipas (o clube anfitrião apresentou uma equipa masculina e outra feminina) e um segundo momento com concursos de equipa, que incluíram lançamentos na passada à esquerda e à direita e lançamentos da linha de lance livre. Esta última atividade é pontuável para o ranking dos clubes e para atribuição de prémios. Compareceram, para além do Beja Basket Clube, o Estrela de Santo André, a Associação Juvenil de Estremoz, os Tubarões de Quarteira, o Imortal Basket Clube, o Portimonense, o Clube de Futebol Bonjoanenses (Faro) e o Clube Nacional de Natação (Lisboa).
João Margalha, presidente do Beja Basket Clube, confirmou: “É a primeira vez que temos uma realização desta natureza na cidade de Beja. É um evento para jogadores mini-10, ou seja para nove, oito, sete, seis anos de idade, portanto, um evento que se realiza a nível nacional, tem dois polos, um polo na zona norte, outro na zona sul, e este ano calhou-nos a nós a organização da zona sul”.
A competição evoca uma figura considerada o “pai do mini-basquete” em Portugal, lembrou o dirigente: “Foi uma grande figura da modalidade, que nos merece todo o respeito. Efetivamente, o mini-basquete é um movimento muito interessante e que tem contribuído muito para dinamizar a modalidade. Pensamos que ainda contribuirá mais para esse desenvolvimento, porque tem uma componente lúdica muito forte, como não pode deixar de ser nestas idades, e a introdução de uma pequena parte de competição”. Mas existem outros objetivos que passam também pela “divulgação da modalidade junto dos mais jovens e o aumento do número de praticantes” porque, assegurou João Margalha: “Todos nós pensamos que será com o aumento do número de praticantes que conseguiremos, depois, ter mais atletas no futuro”. Uma sementeira para mais tarde colher frutos, como, de resto, é tónica no Beja Basket Clube: “Na verdade é uma sementeira da qual o Beja Basket Clube espera bons frutos, neste momento estamos com uma dinâmica muito forte, temos para cima de 70 jovens atletas a praticar, portanto, é o grosso dos atletas do clube, é uma aposta que estamos a fazer por julgarmos que é a mais correta”.
Um pouco por esse motivo, os bejenses participaram com duas equipas: “Apresentámos uma equipa masculina e outra feminina, trouxemos cerca de 25 atletas no escalão de mini-10, o que foi uma participação muito significativa”. O Alentejo esteve presente apenas com três clubes, Beja, Santo André e Estremoz, o que mereceu de João Margalha o comentário: “O nosso Alentejo é sempre assim, mas estamos a fazer todo o esforço para que este panorama mude, para que possamos ter mais equipas da região a competirem nesta modalidade”.
À margem deste evento não competitivo, mas de promoção da modalidade, também a cidade de Beja ganhou visibilidade face à presença de tão numerosas comitivas, concordou o presidente do clube, referindo: “É sempre uma festa, tivemos aqui hoje cerca de 120 atletas, com os dirigentes, técnicos e as famílias dos miúdos, que normalmente os acompanham, estamos a falar de 400 ou 500 pessoas que estiveram em Beja durante todo o dia, o que, também do ponto de vista económico, é um bom contributo, porque as pessoas vão conhecer a cidade, muitas delas talvez nunca tivessem cá vindo e, por isso, penso que a imagem do nosso clube e da nossa cidade ficaram muito bem com uma realização deste tipo”, concluiu. 

Fonte: http://da.ambaal.pt/

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