O Quarteirense apresentou-se em Faro com a nítida intenção de não sofrer golos, com todos os jogadores atrás da linha da bola, tapando todos os caminhos para a sua baliza, incluindo os corredores laterais, por onde o Farense costuma ser letal. Quando conseguia posse de bola, durante toda a primeira parte, o único objectivo dos jogadores do Quarteirense era afastar a bola o mais possível da sua baliza. Com esta tática conseguiram que o Farense tivesse muito poucas oportunidades de golo, pois mesmo nos livres e inúmeros cantos, a defensiva visitante foi sempre muito eficaz, e quando falhou, os avançados Farenses foram de uma ineficácia extrema.
Para a 2ª parte, o Quarteirense mostrou-se mais afoito, pois embora se mantivesse prioritariamente na defesa da sua baliza, já começou a sair para o contra ataque com bola controlada, ou colocando-a na cabeça de Bruno que depois a deixava para algum dos seus companheiro de equipa, no entanto o perigo nunca se aproximou da baliza do Farense. No lado contrário, os avançados Farenses continuavam sem espaços e a falhar uma ou outra oportunidade que poderia dar outro rumo à partida. Até que Manuel Balela decidiu que tinha que fazer alguma coisa e começou por tirar Fajardo para meter em jogo Robert, pouco depois, no primeiro remate à baliza de Serrão, Jaime, descaído para a direita rematou cruzado e fez o 1º golo, aos 70 minutos. De seguida o treinador do Farense trocou Jordan e Pituca por Justo e Barão e o Farense começou a procurar o golo do empate mais com o coração que com a cabeça, para complicar ainda mais as coisas, Fábio Teixeira lesionou-se e apesar disso manteve-se no mesmo lugar, a consequência foi o Quarteirense ter tido a percepção que podia ganhar o jogo e começou a contra atacar com mais confiança que lhe valeu mais 2 golos algo facilitados pelo estado físico e anímico dos jogadores locais.
Para concluir posso dizer que o Quarteirense montou uma estratégia que resultou em cheio, algo facilitada pela falta de imaginação e clarividência do Farense que se apresentou em campo algo debilitado pela falta dos 2 centrais e do avançado Chiquinho, aliado ao facto de ter perdido aquele "elan" que o acompanhava desde o início da competição, e que uma caminhada invencível sempre proporciona. No entanto parece que 3-0 é um resultado demasiado pesado para o que se passou em campo e traduz de forma errada a diferença entre as 2 equipas neste jogo.
Certamente que este estado de "desgraça" vai ser passageiro, pois nem os jogadores deixaram de saber jogar por terem perdido, nem a equipa passou de bestial a besta em 2 jornadas.
Crónica de Eduardo Roque

mercado de transferencias do futebol alentejano já mexe:
ResponderEliminarsegundo o jornal diário Hoy extremadura de Badajoz, referencia a equipa técnica que levou o Juventude de Évora ao titulo de Campeão Nacional da III Divisão, Miguel Angelo, Frinas e P.Batista, como provavel no comando da equipa profissional de futebol do Badajoz na época