Num play-off
algo caricato, o Benfica sagrou-se campeão nacional de Voleibol ao bater o
Sporting de Espinho por 3-1, no passado Domingo, na Luz. Os «encarnados»
acabaram com um jejum que durava desde 2005, conquistando, assim, o seu quarto
título.
Para isso, foi necessário recorrer a uma repetição do
jogo da final, uma vez que no primeiro duelo, e já na parte final, um erro de
formação por parte dos jogadores do Benfica impediu que o título lhes fosse
entregue (e bem) depois de um protesto do Sp. Espinho. De resto, esta situação
em nada beneficiou a modalidade, que já teve melhores dias, tal como as
acusações que alguns atletas, treinadores e dirigentes de ambas as equipas
trocaram ao longo da semana não contribuíram para a reputação do Voleibol em
Portugal.
Se no primeiro jogo o Espinho equilibrou a coisa, o
mesmo não se pode dizer deste segundo jogo, em que, apesar de ter vencido o 1º
set, a equipa não foi capaz de dar seguimento a uma boa entrada no jogo e
anular um Benfica ‘remendado’. José Jardim foi obrigado a colocar Hugo Gaspar
na entrada da rede e, com isso, abrir a vaga na saída para o cubano Juan Díaz,
mais conhecido por ‘Ché’. Do lado dos ‘Tigres’, Miguel Maia (quem mais poderia
ser?) voltou a ser o destaque maior, mas não chega meter lá a bola, é preciso
ter critério e certeza na hora de atacar, e aí os homens de Hugo Silva não
estiveram tão bem.
O Benfica acaba por ser um justo do vencedor, visto
que dominou toda a fase regular, mantendo-se igualmente forte na discussão do título.
Mérito também para os espinhenses que tinham estabelecido como meta o 3º lugar,
e acabaram por chegar à final num ano assombrado pelos salários em atraso, que
infelizmente não são novidade, colocando em causa a continuidade do clube.
Olhando para o resto do campeonato, é importante
ressalvar o desempenho do Vitória de Guimarães, que à semelhança da equipa de
futebol, também sofreu muito com as dificuldades financeiras que o clube
atravessa. No entanto, esse factor negativo não impediu os vimaranenses de
terminarem num honroso 5º lugar e de marcarem presença na final da Taça de
Portugal. Outra das revelações da temporada foi o Sporting das Caldas. O clube
do Oeste venceu a série dos últimos, o que lhe garantiu o 7º lugar da
classificação final.
Por outro lado, o Leixões diz adeus ao convívio dos
grandes, por troca com o Clube Atlântico da Madalena, campeão da II Divisão.
Crónica de Francisco Serra

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