Na época ainda não se falava muito em BTT, essa contagiante modalidade para a qual a Associação de Cicloturismo de Beringel também já se deixou arrastar.
Texto e foto Firmino Paixão
Foi na onda … e hoje, já teve que acrescentar o BTT à sua designação oficial. Mas desde há 22 anos que a praça Dr. Carlos Moreira, em Beringel, ganha, ciclicamente, um inusitado colorido. No último domingo cumpriu-se a tradição. Realizou-se o 22.º Passeio de Cicloturismo, um evento lúdico desportivo que reuniu cerca de três centenas de bicicletas, organizado por meia dúzia de carolas ancorados a bons patrocinadores, razão de tamanha assiduidade. A manhã estava fresca, soprava uma brisa convidativa e o exercício de decifrar, nas camisolas coloridas, a origem de cada concorrente, atenuou a espera da longa fila que ainda confirmava a sua inscrição. Muitos vieram de longe, Almada, Cova da Piedade, Arraiolos, Loulé, Vila Real de Santo António, outros da periferia, mas todos comungando no espírito de rolar no imenso pelotão antes de se deterem diante das iguarias que a organização lhes proporcionou ao almoço.
Um pouco depois da hora aprazada, a coluna fez-se ao asfalto, precedida por um carro de som que espalhava animadas músicas pimba, alertando as gentes de outras vilas e aldeias para a passagem do evento. Assim foi em Mombeja, depois em Ervidel, mais tarde em Ferreira do Alentejo e também em Peroguarda.
No regresso ao ponto de partida, os cicloturistas pedalaram pela alameda do Aeroporto de Beja, porque um dos desígnios destes eventos é mostrarmos o que por cá temos a todos os que nos visitam. Nós, que ficámos na berma da estrada, saltou-nos a corrente pela falta de disponibilidade dos dirigentes que nos dessem a conhecer melhor a coletividade beringelense.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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