quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Futebol - Seleção A Grupo enriquecido


Grupo enriquecido
Futebol - Seleção A

Grupo enriquecido

Com mais jogos disputados e mais anos de experiência na equipa, Edite Fernandes saúda a entrada de novas jogadoras na Seleção Nacional Feminina A.
Já com 109 internacionalizações cumpridas, a capitã da Equipa das Quinas admitiu que, apesar do esforço de adaptação por que passa em cada renovação, a qualidade das novas jogadoras é benéfico para o grupo.
"Primeiramente, trazem qualidade ao grupo, sem dúvida. Depois e tendo em conta que muitas destas 'novidades' vêm das Sub-19, trazem uma experiência internacional muito importante, que acaba por ser uma mais-valia para elas próprias e para a equipa. Obviamente, estas renovações significam que os grupos se tornam totalmente diferentes e para mim, que sou a mais velha, implica um esforço de adaptação diferente também, mas as transformações são necessárias e benéficas."

No segundo dia de trabalho da Seleção Nacional, Edite Fernandes abordou o arranque desta nova qualificação para o Mundial de 2015 com algumas cautelas. "Este é o primeiro estágio da época, depois de um período de férias, por isso chegámos animadas, com saudades e com muito boa disposição. Estamos apenas no segundo dia de estágio, mas penso que todas as jogadoras que recebem a notícia da convocatória pensam logo no desafio que têm pela frente e que equipa teremos de enfrentar. Olhando para o ranking, poderemos pensar que será um jogo fácil porque Portugal está umas posições acima da Grécia, mas essa não será a realidade. Este será o primeiro jogo, o nervosismo estará sempre presente, até nas jogadoras mais velhas, e estaremos fora de Portugal, por isso não poderemos contar com o apoio da família ou dos adeptos. Temos obrigação de ganhar, porque queremos coemçar a qualificação da melhor forma e porque sabemos que esta vitória nos moralizará, mas também estamos cientes das dificuldades. Não é a primeira vez que fazemos isto, sabemos as dificuldades que vamos encontrar, mas vamos trabalhar para conseguir a vitória, como sempre."

Confessando que a presença numa fase final de uma grande competição seria o melhor presente para tantos anos de carreira, a avançada lusa afirma que mantém a esperança que aconteça num futuro próximo. "Vou continuar a acreditar nessa possibilidade, enquanto houver esperança é possível chegarmos a uma fase final, mas é preciso mantermos os pés bem assentes na terra, porque o nosso grupo é difícil e, tratando-se de um Mundial, o número de equipas apuradas é substancialmente menor, o que reduz as possibilidades. Vamos trabalhar acreditando que é possível, vamos manter o sonho, mas cientes de que muita coisa pode acontecer, inclusive situações que muitas das vezes estão fora do nosso alcance e que podem condicionar a nossa prestação. Vamos pensar pouco a pouco e logo vemos quão longe podemos chegar."

As comandadas de António Violante cumprem esta tarde, pelas 17h30 mais uma sessão de treino em Rio Maior.
Fonte: FpF.PT

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