domingo, 17 de novembro de 2013

Jogo: Farense - Oliveirense


Talvez por influência do novo patrocinador, o Farense iniciou este jogo com toda a "Energia", empurrando o adversário para o seu meio campo e criando de imediato 2 boas ocasiões de golo, desperdiçadas por Fábio Felício e João Reis, mas ao 14 minutos a bola entrou mesmo, depois de um livre a bola foi rechaçada pelo guarda redes Pinho, mas sobrou para Rambé que ao 2º poste rematou calmamente para o fundo da baliza. Mesmo com um golo a favor, o Farense continuou no mesmo ritmo e ninguém estranhou que Adelaja, elevando-se ao 2º andar, na sequência de um canto marcado do lado esquerdo do ataque Farense, rematou forte e colocado, fazendo a bola bater na base do poste e entrar na baliza, obtendo o 2º golo do Farense.

Estavam decorridos 24 minutos e o treinador do Oliveirense deu ordens para a sua equipa subir no terreno, começando a pressionar a defensiva local logo à saída da área e o jogo mudou de feição, pois os jogadores do Farense deixaram de ter bola, uma vez que os seus defensores eram obrigados a despachar a bola para a frente e Adelaja, apesar do sue físico, ainda não aprendeu a usá-lo para controlar a bola.
Até ao final da 1ª parte, com este jogo direto, aproveitando a boa capacidade de controlo de bola aérea de Yero e Guima, o Oliveirense criou alguns problemas à defensiva Farense, apesar de só por uma vez o golo tenha estado iminente, obrigando Ivo a uma boa estirada para se opor ao desvio de bola de um adversário.
0s primeiros 20 minutos da 2ª parte foram disputados da mesma forma, com as bolas a serem lançadas desde a defesa do Oliveirense sempre na direcção do seus avançados, obrigando os defensores da casa a uma constante atenção e capacidade de luta, para evitar sofrer golos, o que só esteve em causa num lançamento pelo chão (acho que foi o único em toda a partida), a bola ficou nos pés de um atacante, que, já dentro da área foi impedido de rematar.
Entretanto, o Farense tinha que recorrer ao contra ataque, para criar perigo, o que aconteceu por várias vezes, pois os 2 avançados do Farense Rambé e Adelaja, mantinham-se bem adiantados no terreno, aproveitando o espaço deixado livre pelos adversários que em massa pretendiam chegar à área adversária e por várias vezes o golo esteve iminente, nomeadamente através de um entrada da direita para a esquerda de João Reis, que acabou por ganhar terreno e aparecer na cara do guarda redes, mas não foi capaz de o desfeitear. E, principalmente um pénalti resultante do derrube de Rambé por um adversário, que o mesmo Rambé desperdiçou, permitindo a defesa do guarda redes.
Mas, aos 70 minutos de jogo tudo mudou, o Farense fez entrar Diogo e Juan para os lugares de Fábio Felício e João Reis. A partir desta altura, os lançamento por alto para os avançados da Oliveirense deixaram de dar resultado, pois o Diogo, usando a antecipação e o seu poder físico evitou que os avançados ficassem com a bola e o Farense voltou novamente a conseguir trocar a bola entre si, e a entrada de Atabu para o lugar de Adelaja ainda veio fortalecer mais o meio campo Farense que começou a avançar de trás para a frente com a bola controlada, acabando por fazer mais 2 golos, ambos por Rambé, tornando o resultado o mais expressivo que o Farense conseguiu nos últimos 2 ou 3 anos.
Vou concluir dizendo apenas: Onde é que andaram estes jogadores nas primeiras jornadas? Agora, todos jogam em velocidade, controlam a bola e os adversários com muita naturalidade e até marcam vários golos... Nunca pensei que um treinador conseguia mudar tanto uma equipa... Parabéns a todos e que continuem a melhorar ainda mais...

Crónica de Eduardo Roque

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