sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um embaixador no México


Pedro Caixinha “é um homem de garra que se impôs pelo mérito e qualidade nas funções que desempenha. A sua terra, Beja, é, através do seu elevado exemplo e contributo, mais conhecida pelo mundo fora”.

Texto e fotos Firmino Paixão


Pedro Miguel Faria Caixinha nasceu na cidade de Beja em 15 de novembro de 1970 e é na qualidade de treinador de futebol que tem transportado o nome desta cidade a várias partes do mundo, justificando a distinção do município de Beja com a medalha de mérito desportivo.
Licenciado em Desporto pela Universidade de Vila Real de Trás-os-‑Montes, Pedro iniciou a sua carreira de futebolista no Portimonense, de onde saiu para o Desportivo de Beja. Em 1999 iniciou, em Beja, uma promissora carreira de treinador que o levou ao Vasco da Gama de Vidigueira, de onde saiu para assistente técnico do Sporting, começando em Alvalade um percurso de seis anos como adjunto de José Peseiro, que o levou também à seleção da Arábia Saudita, ao Panathinaikos (Grécia), ao Rapid Bucareste (Roménia) e ao Al-Hilal (Arábia Saudita). Regressado a Portugal, assumiu-se como treinador principal no União de Leiria, mais tarde no Nacional da Madeira e, desde 2012, nos mexicanos do Santos Laguna.
Mas Pedro Caixinha teve, em paralelo com o futebol e tal como o progenitor João Caixinha, uma carreira de forcado nos Amadores de Montemor. Foi na praça José Varela Crujo, na sua terra natal, com 20 anos de idade, que pela primeira se fardou de forcado, dando início a uma carreira curta, mas muito preenchida de momentos de glória.
Pedro confessou os sentimentos que o invadiram no momento da distinção: “Senti gratidão e orgulho, mas também muita emoção, emoção no sentido de na minha curta carreira já receber esta distinção da cidade que me viu nascer e crescer, isso é algo que nos emociona e que nos dá também mais responsabilidade para procurarmos cada vez mais fazer as coisas da melhor maneira possível”.
O homenageado lembrou ainda: “Beja está sempre presente, eu sou um alentejano de gema, nunca neguei isso desde que saí de casa, por exemplo, para estudar Vila Real. Em muitas brigas valeu-me a forma como defendia o nome do Alentejo e é isso que transporto sempre comigo, essa garra, essa determinação de querer vencer e que a nossa cidade também saia vencedora”.
A concluir, Pedro revelou que vai permanecer no México: “O Santos Laguna é um clube fantástico em termos da organização que fomos encontrar, e da sua filosofia, dos princípios e das condições de trabalho, temos uma relação espetacular com todas as pessoas e estamos satisfeitos, e quando existe satisfação é para continuar”.

Fonte: http://da.ambaal.pt/

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