Futebol Sub-19
"A maioria dos golos talvez tenha sido de cabeça. Ultimamente, tenho marcado mais com os pés. Estou à vontade tanto pelo ar como pelo chão", diz, com convicção.
A flexibilidade e a capacidade acrobática que revela, muitas vezes, em campo poderão estar relacionadas com um 'hobby' do passado: "Andei no karaté muito tempo e experimentei MMA aos 15 anos. É uma mistura de artes marciais, o chamado 'vale tudo'. Socos, pontapés, raça, suor. Fiquei com uma grande flexibilidade no corpo".
Sempre se sentiu atraído pelas lutas, tal como o irmão, que "ainda hoje pratica 'kickboxing' a um nível avançado". Apesar disso, não hesitou em abdicar das luvas e do equipamento de combate: "Gostava daquilo e tinha jeito, só que ficava todo rebentado. Não dava para jogar e lutar ao mesmo tempo".
O futebol surgiu na sua vida por iniciativa do pai. "Primeiro, meteu-me na natação, um desporto que considerava completo. E aos seis anos, inscreveu-me no futebol". Sem rodeios, confessa que, "no início, não tinha a noção do que era este desporto" e até "sonhava ser polícia".
A sua evolução como jogador deve-se, sobretudo, ao ADN competitivo: "Depois de começar a jogar, dediquei-me com todas as forças para ser o melhor. É que eu não gosto nada de perder, nem a feijões".
Foi médio-ofensivo, jogou como extremo e afirmou-se como ponta-de-lança. "Esta é a minha pele", assegura, revelando as referências que possui no ataque: "O nosso Ronaldo e o Ronaldo brasileiro, o fenómeno. São jogadores que me inspiram e aprendo muito a rever os jogos deles".
Agora sonha marcar no Campeonato da Europa: "É a minha função, vou dar tudo para ajudar a Seleção". Admitindo que pensa neste Europeu "há muito tempo", relembra o último jogo da Ronda de Elite, diante da Bélgica, para afirmar que os Sub-19 "estão prontos" para a competição de futebol mais importante da Europa:
"Nesse jogo, chegámos ao intervalo a perder e quase vimos o Europeu por um canudo. Felizmente, tivemos inteligência para dar a volta. Nunca esquecerei o segundo golo que fiz".
A um dia da partida para Budapeste, vê os jogadores lusos "muito confiantes". "Queremos entrar com o pé direito, vencer Israel e garantir o apuramento para o Mundial de Sub-20. Depois disso, é continuar a ganhar, ganhar, ganhar", avisa.
Fonte: FpF.PT
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