Futebol Sub-19
"Sou do clã Neto. Primo do central Luís Neto, da Seleção A, e do guarda-redes Ricardo, que trocou a Académica pelo FC Porto, esta época. O meu pai, Vitoriano Ramos, jogou na defesa do FC Porto e do Varzim. E tenho mais primos e tios no futebol. Como devem imaginar, um Natal lá em casa mete muita gente da bola", contou, a bom rir.
Admitindo que foi jogar para o clube da terra, o Varzim, "por influência familiar" e que essa é, também, a razão pela qual aprecia futevólei, refere que a mãe "é a única pessoa da família que tem tentado" desviá-lo "para uma carreira considerada 'normal'". "Vou para a faculdade para lhe fazer a vontade", garantiu.
Apesar de se orgulhar dos feitos de família, não quer ser avaliado em função disso: "Se jogar bem, dizem que se deve aos genes. Se jogar mal, dizem que estou aqui por ser o filho ou o primo de alguém. Nunca é mérito próprio. É injusto".
Busca "afirmação sem o recurso ao apelido, mas não se vê "ainda como futebolista a sério". "Porque estou a fazer agora a passagem para sénior, no FC Porto B. Não estou no patamar dos meus primos e do meu pai, estou a dar os primeiros passos", referiu o jovem, que se destacou com um golo diante do Estoril, no segundo jogo-treino dos Sub-19 em Lisboa, no estágio final de preparação para o Europeu, sábado de manhã.
Do primo Neto, recebe "muitos conselhos importantes". "É um exemplo de persistência, a prova de que todos os sonhos são válidos. No espaço de um ano e meio, chegou à Seleção A e a jogar no Varzim. Falamos quase todos os dias", anotou, com orgulho.
Também sonha vestir a camisola principal das Quinas, sem pressa: "Participei no Torneio Inter-Associações Lopes da Silva, pela AF Porto, e foi aí que os Treinadores Nacionais me viram a primeira vez. Chamaram-me aos Sub-15, depois aos Sub-16 e por aí fora, até aos Sub-19". "Sempre procurei o nível seguinte, consciente de que estava a dar o máximo para que tal acontecesse e que merecia a oportunidade", reforçou.
O Campeonato da Europa Sub-19 é o seu desafio mais importante que tem pela frente, por isso confessa-se "muito ansioso". "Fico sempre arrepiado quando ouço o hino de Portugal. Quero que comece depressa o Europeu. Tanto eu como os meus colegas estamos confiantes", revelou.
Fonte: FpF.Pt
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