A Associação de Voleibol do Alentejo tem em curso um circuito regional de voleibol de praia, competição de âmbito regional apoiada pela Federação Portuguesa de Voleibol pelo “Projecto Volley Summer Alive”.
Texto e foto Firmino Paixão
Os objectivos apontam genericamente para a dinamização da modalidade e visibilidade da Associação de Voleibol do Alentejo (AVAL). A cada torneio foi atribuída uma importância diferenciada em etapas ouro, prata e bronze. Decorridas as três primeiras etapas, todas na região algarvia (Faro, Armação de Pera e Ilha de Tavira) o presidente da AVAL, Paulo Pinho, avalia positivamente a competição, quer ao nível desportivo quer organizativo, e assume que o voleibol de praia é uma força especial a que urge dar apoio e sustentabilidade para que se consiga promover. O “Diário do Alentejo” atravessou a ria Formosa e assistiu à etapa de ouro na Ilha de Tavira, em cujo areal conversou com Paulo Pinho para saber mais sobre este circuito.
Quais são os objectivos do circuito regional?
O objectivo é promover o voleibol na variante de praia. Obviamente que é o objectivo central, mas é, sobretudo, o impacto de imagem que a associação provoca em toda a nossa comunidade, tentando fazer com que as pessoas acreditem mais no valor e no trabalho de bastidores que tem sido imenso nesta associação. Temos trabalhado de uma forma completamente amadora e com muita carolice à mistura, sobretudo para melhorarmos o impacto e a imagem, porque há poucos torneios de voleibol de praia.No ano anterior fizemos uma gestão economicista para conseguirmos fazer este circuito e acho que, sobretudo ao nível de imagem, vão reverter algumas garantias.
É o maior circuito realizado no País?
Felizmente é o maior circuito do País. Temos três etapas cumpridas, são as etapas principais onde nós intervimos na organização, designadas de ouro, prata e bronze. A etapa ouro, como esta de Tavira, tem uma pontuação a dobrar relativamente a uma etapa prata e uma etapa bronze tem metade da pontuação de uma etapa de prata.
A Associação de Voleibol do Alentejo expandiu a sua actividade para a região algarvia?
A nossa ideia era intervir apenas no Alentejo, mas depressa nos apercebemos e também nos foi proposto darmos algum apoio ao Algarve. E é isso que temos feito desde 2012, saber que clubes existem, contactando com eles e com as suas autarquias, que é também uma tarefa de base do nosso trabalho, reunir com os parceiros locais.
Sendo um circuito regional organizado por uma associação do Alentejo porque não incluiu nenhuma etapa em praias do litoral alentejano?
Porque é muito difícil conseguirmos espaço no calendário com uma organização tão amadora como temos. Trabalho numa escola e só no final de julho é que estou liberto para fazer estas actividades. Mas também foi por falta de parcerias, falta de interesse dos clubes locais, porque não o concretizaram no devido tempo, apesar de na calendarização oficial ressalvarmos que a planificação das actividades em parceria com os clubes carecia de facto de programação atempada. Mas acho que foi também um bocado de falta de experiência dos clubes e dos parceiros locais. Já estivemos em Milfontes em anos anteriores, talvez tenha havido falta de oportunidade de reunirmos e conversarmos, mas estamos atentos, e Sines e Santo André são alvos que já identificámos.
O concelho de Odemira tem muitas praias e tanta disponibilidade para acolher eventos …
A praia de Milfontes seria a que teoricamente reunia melhores condições, num local onde já fizemos uma prova, mas que estava com obras de intervenção. Tínhamos falado com a câmara para a possibilidade de intervenção num espaço e estaremos abertos a fazer qualquer tipo de prova. Temos falado com todas as autarquias mas também precisamos de ajuda porque este circuito fica muito caro, temos um orçamento do Estado, via Federação, que é muito baixo para a dimensão do nosso trabalho, temos que gerir muito bem as verbas.
Já é visível o trabalho da AVAL na região em termos de desenvolvimento da modalidade e aumento do número de praticantes?
Temos evoluído, o nosso projecto base é o gira vólei, nos não nos envergonhamos disso, antes pelo contrário, estamos orgulhosos, porque esse foi o projecto que deu origem à associação e o trabalho no gira vólei é fantástico porque temos um apoio enorme da Federação e um gosto enorme em dinamizar a actividade, porque a cada escola e a cada clube que vamos é uma grande emoção vermos muitos jovens a dar os primeiros passos. Através do gira vólei conseguimos massificar a prática da modalidade e dentro três ou quatro anos vamos ter reflexos deste investimento. Já temos 16 clubes/centros de gira vólei filiados desde 2011 e creio que nos próximos anos vamos crescer.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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