sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Uma dinastia no futebol...


Quim é mais um dos desportistas bejenses bem-sucedidos. O futebol entrou no seu quotidiano aos 12 anos de idade, quando iniciou o percurso formativo no Desportivo de Beja. Hoje treina o Pinhalnovense.

Texto e foto Firmino Paixão

Foi com uma camisola em tons de verde e branco, na foz do rio Sado, que viveu os momentos mais intensos da sua carreira de jogador de futebol e foi também no Bonfim que iniciou a sua carreira de treinador. Um exemplo determinante no futuro dos filhos Ricardo e Alexandre, que treinou e ajudou a crescer como futebolistas, hoje também profissionais. O sucesso desportivo de Quim não se pode dissociar do seu discurso humilde e da paixão com que vive o futebol. O emblema sadino é inspirador para o seu percurso como treinador e agora que o Pinhalnovense se tornou satélite do Vitória de Setúbal, era inevitável ver o treinador bejense no banco da equipa de Pinhal Novo.


Um novo projeto na sua carreira de treinador?Um convite bastante aliciante, que me deixou bastante orgulhoso também porque, ao fim e ao cabo, trata-se do regresso ao Vitória, embora de uma forma indireta. É um projeto interessante porque tenho aqui muitos jogadores do Vitória que eu treinei, que foram meus jogadores na formação no tempo em que lá estive, principalmente nos últimos anos.


E os objetivos são ambiciosos?O objetivo é a manutenção, garantir o mais rapidamente esse estatuto somando o maior número de pontos possível na primeira fase e atingir a fase de subida, que garante automaticamente a manutenção, depois é uma questão de nos sentirmos preparados para atacar essa segunda meta, mas, para já, queremos entrar bem no campeonato.


O plantel é capaz de corresponder a toda essa ambição?Acredito que sim, o aliciante deste projeto passa por construir uma equipa de raiz, os jogadores que transitaram da época passada são apenas três, estão aqui nove jogadores do Vitória, sete profissionais e dois ex-juniores, e isso dá-nos o aliciante de construir uma equipa onde vou deixar a minha marca e uma impressão digital bastante forte.


Perante a realidade de o Pinhalnovense ser o satélite do Vitória de setúbal, o Quim ficou mais perto do sonho, que provavelmente persegue, que é treinar os sadinos?Não abandonarei nunca esse sonho, mas sou profissional de futebol, tenho muitos anos de permanência no Vitória de Setúbal, dos quais me orgulho muito, sempre foram 25 anos, e tenho que estar preparado para trabalhar em qualquer clube e em qualquer circunstância. Estou preparado para isso, tenho as habilitações técnicas máximas, em termos académicos também me preparei, portanto, estou preparado para qualquer desafio. O Vitória para mim é uma paixão, mas estou preparado para trabalhar seja em que clube for, em Portugal ou no estrangeiro.


O Quim veio de duas épocas no Alcochetense onde tinha os seus dois filhos, Ricardo e Alexandre, como jogadores…Foi um desafio curioso, embora não fosse novo. Já os tinha treinado na formação do Vitória de Setúbal, porque eles são setubalenses, nascidos e criados ali. Têm 10 anos de formação no Vitória e a minha permanência durante nove anos nos escalões de formação do clube permitiu que os treinasse, em anos diferentes, porque eles têm uma diferença de idade de três anos e meio.


Na hora de fazer o 11 para cada jogo é que podiam surgir constrangimentos…Sinceramente que não. Eles têm valor e trabalham bastante para mostrar essas qualidades. Como treinavam com o grupo faziam parte integrante desse coletivo. A nossa relação era de treinador e jogadores, não de pai para filhos, soubemos sempre separar isso, e essa é a parte fundamental quanto estas coisas acontecem, sabermos separar as águas e nós fizêmo-lo sempre. Mas eles sabiam que nunca podiam trabalhar a um nível inferior ao dos colegas.


Nesta época estão ambos no Elétrico, também no Campeonato Nacional de Seniores…É verdade, estão os dois em Ponte de Sor. O treinador conhecia-os, acompanhou-‑os e falou também comigo. Optaram por ir para lá, sempre é um campeonato nacional, e o Alcochetense, apesar do bom trabalho que fizemos, não conseguiu subir, por isso acabaram por melhorar as suas carreiras. O Vitória também me perguntou por eles, mas a palavra estava dada pelo Ponte de Sor e agora só espero é que façam um bom campeonato.


Orgulha-se com os sucessores desta dinastia: Vladimiro, Quim, Ricardo e Alexandre?Sem dúvida, o Ricardo e o Alexandre têm também uma grande paixão pelo futebol e isso é fundamental para se movimentarem neste meio. Têm esse sonho, viram-me jogar, nós apoiamo-los, não os obrigamos a nada, vão porque têm gosto e para nós é um motivo de orgulho.

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

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