sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A candeia que vai na frente...


Quatro jogos, outras tantas vitórias! Aqui está uma réplica do Clube Desportivo de Beja dos bons velhos tempos, mas ao nível da 2.ª Divisão Distrital da AF Beja onde lidera, isolado, uma das séries.

Texto e foto Firmino Paixão

João Mansinhos é um velho lobo do futebol. Treinador astuto e calculista, é o responsável por este princípio de época de sucesso, sem embandeirar em arco, porque nada está ganho, como nada está perdido, mas é sempre melhor andar na frente. O técnico do Desportivo afirmou: “Somos candidatos a ganhar jogo a jogo, tudo faremos para conseguirmos atingir o objetivo, que é a passagem à 2.ª fase do campeonato”. E disse: “Estamos numa prova muito competitiva, temos uma equipa nova, dois terços dos jogadores têm menos de 21 anos, do ano passado ficaram dois ou três, mas estamos a trabalhar bem, com muita dedicação, e sobretudo muito orgulho em ajudarmos o Desportivo de Beja. Vamos tentando preservar a imagem do clube, isso é o mais importante”.
Olhando a posição cimeira na tabela, Mansinhos lembrou que “estão cumpridas apenas quatro jornadas, faltam 10 e estão 30 pontos em jogo, é muito cedo; na minha opinião, ainda ninguém está apurado e ninguém está afastado do apuramento, mas a liderança é importante para o nosso trabalho, para ganharmos mais motivação e para ver se conseguimos puxar os sócios do clube, porque os miúdos têm tanto orgulho em representar o clube e os associados também têm que ter orgulho nesta equipa, isso é importante, recuperar o orgulho perdido nos últimos anos”.
O treinador bejense identifica outros candidatos, lembrando: “O Despertar tem essa ambição, o Penedo Gordo, o Salvadense também, mas ainda estamos no início, nada está ganho e nada está perdido para ninguém”. Sublinhou também que “todos os jogos serão difíceis, a série é muito competitiva, só se consegue alguma coisa com trabalho, com humildade, a atitude e o caráter que patenteamos dentro do campo, essa é a grande arma para o sucesso que temos conseguido”. E os sócios também terão um papel importante, lembrou: “Temos uma equipa de miúdos que gostam de ser acarinhados, e esse é o papel dos sócios do clube; no último jogo com o Despertar já tivemos uma boa moldura humana, ficámos muito contentes e espero que esse apoio continue, porque o nosso objetivo é levantar o clube, já que as forças vivas da cidade o abandonaram”. Mansinhos acentuou igualmente que “o clube não merecia ser abandonado, é património desta cidade e tem uma história enorme, o presente tem sido difícil, mas acreditamos muito no futuro”. Decisivo é o contributo de uma mão cheia de voluntários, lutando com enorme coragem para não deixarem morrer o Desportivo de Beja. “Só nós sabemos o que aqui penamos sozinhos, a comissão que gere o clube tem sido, toda ela, extraordinária, mas eu tenho que destacar uma pessoa, o José Cortes, que tem sido enorme. O clube deve-lhe muito”, concluiu. Amanhã jogam em Moura, com o triunfo no pensamento.

Fonte:  http://da.ambaal.pt

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