O Centro de Cultura Popular (CCP) de Serpa honra, mais uma vez, o seu rico historial na modalidade de andebol, com uma época desportiva com todos os escalões em atividade e com resultados a condizer.
Texto e foto Firmino Paixão
O título nacional na categoria de iniciados masculinos, no final da época desportiva 2006/2007, foi o ponto mais alto do Centro de Cultura Popular de Serpa, premiando um intenso trabalho nos escalões de formação, mas responsabilizando o clube pela manutenção desse percurso bem- -sucedido. Carlos Amarelinho, presidente do Centro de Cultura Popular, sublinha o empenho dos atletas, dos técnicos, dos dirigentes e dos pais dos jogadores mais jovens, para que a modalidade tenha atingido esta qualidade numa cidade onde a oferta desportiva é muito diversificada e as infraestruturas têm elevada qualidade. Por isso, no presente, como no passado, estar em competição já seria uma vitória, mas os resultados também ajudam.
Mais uma época em que o CCP de Serpa está em plena atividade?
Na verdade, o CCP Serpa está mais uma vez a honrar aquilo que já se tornou tradição no nosso clube, ou seja, termos todos os escalões competitivos e, este ano, pela primeira vez nos últimos tempos, teremos minis e bambis, porque é aí que está a base de todo o trabalho de um clube, por isso, fizemos questão de construir essa base de formação. A própria estrutura da federação se admira como é que um clube do interior, como o nosso, consegue ter todos os escalões. Conseguimo-lo com o apoio dos pais e dos nossos técnicos, todos fazem um esforço enorme.
Com os seniores na 3.ª Divisão espreitando melhores oportunidades
Seja qual for o resultado final do campeonato, estarmos em competição será sempre uma vitória. Numa terra onde existem tantas dificuldades, face ao elevado número de modalidades que dispersam imenso os atletas, conseguirmos, mais uma vez, reunir uma equipa que tem feito um excelente trabalho e demonstrado que não é inferior a nenhuma outra equipa da região, é desde logo positivo. E lembramos também a sua prestação na Taça de Portugal, em Setúbal, onde perderam apenas por dois golos. Depois, no Redondo, não nos deixaram ganhar, há dias que correm mal para nós e melhor para os outros clubes, mas nesse dia nós fomos prejudicados.
Um campeonato nacional muito curto, limitado a quatro equipas?
É verdade, as equipas do Algarve não estão em prova, exceto o Lagoa, são dificuldades que na época passada já se previam, sabíamos que uma ou duas ficariam pelo caminho porque os custos são elevados e há clubes sem capacidade financeira; é um campeonato um pouco esquisito, apuram-se duas equipas e a luta é renhida porque são quatro equipas muito equilibradas. Os clubes, quando entram nos campeonatos, têm que assumir responsabilidades e algumas equipas do Algarve estão a pagar pelo seu comportamento antidesportivo, essa é a grande verdade. O desporto é para unir as pessoas, para criar amizades. Por isso, as equipas que estão em prova foram prejudicadas, porque apuram-se duas e as restantes vão ficar entre fevereiro e outubro sem atividade.
O CCP de Serpa quer ser uma das duas equipas que seguirão em prova?
Exatamente, os objetivos são bem claros, foram delineados no princípio da época e estamos a lutar por eles. Queríamos estar na fase seguinte, isso começa a ficar um pouco difícil depois de três derrotas, mas faremos tudo por tudo para dar a volta à situação. Temos uma equipa muito jovem, está moralizada, entramos em campo com cinco juniores, um sénior e um veterano, mas se não conseguirmos estar na 2.ª fase, esta época será sempre para recordar.
O percurso das equipas mais jovens também tem sido positivo?
Os juvenis estão fazendo uma época excecional, aquilo que nos propusemos no início era passarmos à 2.ª fase. Penso que isso está encaminhado porque estamos no primeiro lugar. Os iniciados estão no bom caminho, apesar de faltar ainda algum percurso. A ideia seria reforçar os juvenis na próxima época, mas provavelmente estaremos a lutar com o Évora pelo acesso à 2.ª fase. Nos infantis é mais uma equipa matreira que terá que ganhar traquejo para a próxima época.
Por isso referiu que será uma época para mais tarde recordar?
Tem sido uma época belíssima a todos os níveis; o trabalho dos atletas, treinadores e dirigentes tem sido um trabalho sério. Só assim será possível termos um desporto de qualidade numa terra que nos proporciona isso, quer pelas infraestruturas que possui, quer pelos apoios que são dados pela autarquia. Estamos contentes e temos que o reconhecer, porque é a verdade. A autarquia é o grande suporte deste trabalho do clube, se calhar de todos os clubes, e nós temos que lhe retribuir fazendo um trabalho de qualidade, que dignifique a cidade e vá ao encontro das expetativas dos jovens desta terra.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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