Neste mundo obsoleto e excessivamente furibundo, existem ainda pompa e circunstâncias passadas onde a amizade se cruza com intrínsecos laços de fraternidade que nos conduzem ao campo da saudade. O desporto é uma poderosa alavanca de trabalho que teima em levar por diante iniciativas que se entrelaçam em esplêndidas gerações. Iniciativas comuns que, aliás, resvalam para um entretecer de memórias, ou de reviver imagens e espaços por nós outrora palmilhados. A idade em que fomos meninos e moços já faz parte de um passado quimérico onde se guardam recordações retidas em baús repletos de sensibilidades desportivas vividas. Creio que ninguém é imune a façanhas antes partilhadas por grupos de aventureiros que acabaram por deixar vincada a sua magnífica presença não só em competições regionais mas também em campeonatos nacionais. Fizeram história com o emblema do seu clube ao peito, honraram a cidade e, obviamente, a região sul alentejana. Centralizo atenções na confraternização que antigos jogadores de futebol da Zona Azul, Beja, levaram a efeito no pretérito sábado, 9 de maio. A narrativa dá conta de um convívio salutar de jovens do passado, hoje cinquentões, que entoaram bem alto que não obstante a idade que o tempo vai forçosamente desgastando, são criaturas dignas e que a amizade que os uniu nos anos de 1970 permanece literalmente intocável. São fidedignos exemplos de épocas douradas no futebol de formação que levou alguns daqueles rapazes a pisarem palcos nacionais em defesa de clubes de nomeada. A Zona Azul foi, nesse tempo, solícita em catapultar jovens para o futebol, sendo essa presunção uma indesmentível realidade. Recordo que a liderar tecnicamente essa amálgama de juventude estiveram o Quinito e o Zé Manuel, dois homens do desporto-rei que levaram a Zona ao rubro. Resta deixar claro que a iniciativa mereceu destaque, ficando a promessa que para o ano há mais.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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