José Saúde
Conheço o Pedro desde os seus primeiros tempos
de vida. Laços de amizade familiar conduziram-me a um profícuo
conhecimento de um miúdo literalmente decidido que teve o privilégio, e
coragem, em subir a corda da vida a pulso. Do pai herdou o gosto pelo
futebol. O Pedro, enquanto jogador jovem, defendeu a baliza do
Desportivo de Beja e do Portimonense. Mais tarde regressou à velha Pax
Julia, sendo o Desportivo o seu destino. Os estudos jamais foram
esquecidos, tão-pouco atirados para um recanto amorfo, e o ensino
superior levou-o para a Universidade de Trás-os- -Montes e Alto Douro,
onde se licenciou em Educação Física. Versou a apaixonada componente do
intitulado desporto-rei, adquiriu profundos conhecimentos em altas
escolas europeias e Fernando Santos, então treinador do Sporting,
chamou-o para seu staff. A porta estava expressamente franqueada para
uma carreira que se previa de autênticas aureolas de sucesso. Aliás,
quem conhece o trilho do treinador sempre perspetivou que o êxito,
contraído na componente de um afincado trabalho, não lhe iria certamente
fugir. A sua dedicação à causa, associada a conhecimentos
substancialmente obtidos na ânsia do aprender sempre mais, confere que a
sua génese como técnico é gigantesca, desconhecendo-‑se, por ora, qual o
patamar futuro no contexto mundial. Pedro Caixinha sagrou-se Campeão no
México pelo Santos Laguna e simultaneamente foi considerado o treinador
do ano pela Liga mexicana. Um feito que galgou fronteiras, desbravou
proveitosos interesses e, naturalmente, orgulho para o treinador que
nasceu em Beja em 15 de novembro de 1970. Com a conquista do título,
Pedro Caixinha, treinador do Santos Laguna desde 2013, é um homem feliz e
uma alma que sonha com outros voos porque o Pedro, um dos ex-libris do
cosmos futebolístico bejense, é merecedor da brilhante honra. A ribalta
está-lhe na massa do sangue e os tempos vindouros ser-lhe-ão prósperos,
acredito. Parabéns, campeão!
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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