Cerca de meia centena de eventos desportivos foram organizados, ou apoiados, pela Associação de Atletismo de Beja, estrutura empenhada no desenvolvimento e na disseminação da modalidade por toda a região.
Texto e foto Firmino Paixão
Uma época formatada por corridas de corta-mato, estrada, pista, montanha, provas escolares e ações de formação, levadas a cabo um pouco por todo o distrito e potenciando a utilização das pistas de Beja, Odemira e castro Verde (simplificada). Uma época positiva, segundo o presidente da associação, António Machado, dirigente que justifica a sua omnipresente atividade com a ideia de que os presidentes das associações não podem ser muito restritivos em relação à sua função, assumindo que o seu papel tem que ser o mais participativo possível no processo de desenvolvimento desportivo.
A época chegou ao fim em Ferreira do Alentejo, uma das terras onde a modalidade regressou?
Sim, Ferreira do Alentejo, felizmente, reativou a modalidade, coisa que já não acontecia há muitos anos. Celebrámos um protocolo que garante que nos próximos três anos tenhamos aqui atividade organizada e também alguns eventos no concelho. O Grande Prémio de Ferreira do Alentejo teve essa particularidade, foi a última prova de época em termos de calendário, mas também foi uma prova em que uma grande parte dos participantes era de Ferreira do Alentejo.
O calendário oficial da época foi integralmente cumprido?
Sim, foi um bocado denso e difícil, não só em relação à participação dos atletas, porque são poucos e têm de se desdobrar para participarem em várias coisas em simultâneo, mas também em termos de organização pela falta que temos de juízes. Mas o saldo foi positivo, embora ainda estejamos numa fase de participação em campeonatos nacionais ao longo do mês de julho e onde poderemos conseguir alguns títulos.
A Taça de Benjamins é uma boa iniciativa para captar e fidelizar atletas e criar hábitos competitivos nesta modalidade?
A Taça de Benjamins é um processo que consegue consolidar uma prática que não é igual a outras do atletismo, é uma atividade com jogos, mas consegue fidelizar as crianças. Em simultâneo tem alguma complementaridade com o Dia do Atletismo, que levamos aos municípios e em que uma coisa tem a ver com a outra e esperemos que dê frutos daqui para a frente.
A modalidade tem evoluído em termos de resultados desportivos?
Sim, de uma forma muito ténue, mas nota-se que existe alguma evolução em determinados escalões. Consequência disso foi o último Campeonato Nacional de Juvenis, onde o castrense conquistou um 3.º lugar na estafeta de 4x100m juvenis, portanto, foi um sinal positivo. No entanto, a nível individual, e em alguns clubes, temos atletas que ainda podem conseguir títulos nacionais. Podem surgir alguns valores em determinados clubes, não será já no próximo ano, demorará algum tempo, uma das particularidades da modalidade é que os resultados não são imediatos, levam tempo a atingir.
Mais atletas e mais clubes, dois índices de crescimento?
E estamos a tentar que, na próxima época, surjam mais novidades. Temos na calha algumas ações para que o atletismo se desenvolva em concelhos onde a modalidade não se pratica ou, pelo menos, já não existe há muito tempo. Não revelo mais porque ainda estamos em fase de negociação, mas prevemos mais atletas e clubes em concelhos onde agora não existem.
Outras novidades para a próxima temporada?
Uma maior preocupação focada no running, aquela corrida de estrada para os escalões de veteranos. Principalmente fazer ver às entidades que organizam corridas a importância de terem a associação como parceira, porque o fenómeno da corrida, se não for bem enquadrado, pode ser contraproducente, e nós, enquanto associação da modalidade, temos a vantagem de ser a entidade que está melhor relacionada com a modalidade e que mais valia pode ter para quem está a organizar uma corrida. Não queremos substituir os organizadores de provas, mas queremos ser um parceiro que ajude a melhorar a sua qualidade.
Ou seja, fazer cumprir o teor do decreto--lei 45/2015?
Sim, mas não queremos impor nada, embora exista essa legislação. Pensamos que aqui terá de existir bom senso e alguma colaboração de parte a parte, para que as coisas sejam aligeiradas e que se cumpra o que está legislado.
As autarquias são cada vez mais parceiros de excelência no incremento da modalidade?
Sim, e financeiramente conseguimos, neste ano, melhorar a esse nível. Tivemos mais acordos de colaboração que permitiram consolidar a política em termos de organização de eventos e também trazer a prática a esses concelhos, além de consolidarmos financeiramente a tesouraria da associação. Esse foi um dos aspetos que conseguimos melhorar neste final de época.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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