sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A mão na taça e os olhos no campeonato


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Os juniores do Sport Clube Odemirense conquistaram a Taça Distrito de Beja, o primeiro troféu atribuído na época em curso em competições de futebol de 11 organizadas pela Associação de Futebol de Beja.

Texto e foto Firmino Paixão

Foi com evidente supremacia que a equipa de juniores do Odemirense superou os restantes cinco adversários e chegou ao final das cinco jornadas da Taça Distrito de Beja na frente da classificação, arrebatando o primeiro troféu da temporada. A equipa já está a competir noutra frente, o campeonato distrital, competição que anseia vencer para conquistar um lugar no campeonato nacional da próxima temporada. O treinador Filipe Morais explicou os contornos deste percurso bem-sucedido e valoriza o registo histórico que foi o troféu já conquistado.

Muito orgulho para o coletivo Odemirense pela conquista antecipada deste troféu?
Claro que sim. Primeiro que tudo temos orgulho na nossa equipa, orgulho pela maneira como eles trabalham nos treinos e se batem em campo. Isso já é uma vitória, porque é um grupo muito unido e dou-lhe o exemplo de alguns jogadores lesionados que pedem para acompanhar a equipa. Quando temos esses valores, e quando acreditamos naquilo que pensamos ser um trabalho bem feito e os vemos corresponder tão bem, as vitórias começam a aparecer. Esse é o segredo, e é um orgulho para nós e para toda a família odemirense.

Um percurso cem por centro vitorioso na prova, dando sinais de uma equipa com enorme potencial?
Já no ano passado tínhamos uma equipa com muito valor. Discutimos até aos momentos finais a Taça AF Beja que deu o apuramento ao Despertar para competir no nacional. Sofremos o golo nos descontos, eram duas equipas muito equivalentes, foi uma situação ingrata, porque ficámos afastados já depois da hora, já tínhamos a mão na taça e sofremos um balde de água fria num jogo que teve oito minutos de compensação. Mas o futebol é assim... Este ano reforçámo-nos com os miúdos que vieram dos juvenis, jogadores que acrescentaram mais valor a esta equipa, e o nosso pensamento passa exactamente por vencermos todos os jogos.

O segundo grande objectivo, que já está em curso, é o campeonato distrital?
Agora o objectivo é, realmente, o campeonato, a taça já é do passado. Continuaremos a trabalhar da mesma maneira, tentaremos recuperar rapidamente os lesionados que temos, para reforçarmos mais a equipa e, como se costuma dizer, ir ganhando jogo a jogo para, no final, vermos quem é o mais forte.

Procuram o título com os olhos postos na segunda divisão nacional?
Sim. Costumo dizer que essa promoção é a boa consequência de conquistar o título distrital. O objetivo é mesmo ganhar o campeonato, uma vitória que dará o direito a competirmos no escalão nacional. Se ganharmos, lá estaremos sem medo algum, encarando a prova de frente e dando o nosso melhor. Estamos num concelho com poucas pessoas, temos dificuldade em arranjar miúdos para os vários escalões, não escolhemos ninguém, trabalhamos com quem aparece para nos ajudar, mas isso não nos tem impedido de, ao longo dos anos, termos estado nos nacionais em vários escalões. Agora não será diferente. Faremos o nosso melhor com quem aparecer, dando ênfase e uma importância essencial à evolução dos jogadores e não apenas às vitórias. Essa é a nossa mentalidade.

Não há muito tempo o Odemirense disputou o Nacional de Juvenis em duas épocas consecutivas, feito que só duas equipas do distrito conseguiram. Sinais de um bom trabalho ao nível da formação?
São sinais óbvios de que trabalhamos bem. O facto de termos poucos jogadores faz com que este sucesso muitas vezes seja cíclico. Construímos equipas boas, depois baixamos um pouco porque os jogadores vão mudando de escalão. Fiz parte das equipas técnicas dessas equipas. Por acaso, nesta equipa de juniores, não está nenhum jogador dessa primeira época, mas estão vários na equipa de seniores do Odemirense. Depois tivemos um segundo ano na mesma prova e desse sim, ainda estão aqui alguns atletas. Mas, tendo em conta a nossa dimensão, temos tido uma participação satisfatória nos nacionais. Estamos a trabalhar bem, mesmo quando não vamos ao nacional, ficamos lá perto, lutamos sempre pelos primeiros lugares, tentamos habituar os miúdos a vencer, porque formar a ganhar é muito importante.

Acautelando a retaguarda do clube e acrescentando valor à equipa de seniores?
Sim, porque estamos lá na ponta do distrito, as coisas são mais complicadas para nós, sobretudo porque temos pouca gente, muitas dificuldades de recrutamento e, muitas vezes, temos de sair do concelho para arranjarmos jogadores para os seniores. A maioria destes miúdos depois sai para as faculdades, nós não as temos lá e eles vão embora, por isso temos de ir aproveitando os poucos que ficam.

Fonte:  http://da.ambaal.pt

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