O desporto e a cultura de mãos dadas com a marca CTT. Trabalhadores de todo o País viveram em Beja momentos ímpares de convívio e lazer. Homenagearam o cante alentejano e mostraram as suas tradições.
Texto e fotos Firmino Paixão
Os jogos nacionais são “uma atividade que se encaixa perfeitamente naquilo que são os objetivos de trabalhar com as pessoas e fazer com que todos nos sintamos bem uns com os outros, aumentando a coesão e valorizando aquilo que nos realiza, na forma como estamos na vida e na atividade”, revelou Francisco de Lacerda, presidente do conselho de administração dos CTT – Correios de Portugal, antes da declaração de abertura dos XXIX Jogos Nacionais dos CDCR dos CTT que trouxeram à cidade de Beja cerca de 850 participantes, representando 28 delegações do continente e regiões autónomas. Antes, já o presidente da Câmara de Beja, João Rocha, tinha revelado “muita satisfação” em receber os Jogos Nacionais dos CTT em Beja, “uma terra que tem mais de 2 000 anos de história”. Saudou todas as delegações e, em especial, a de Viana do castelo, terra de onde é natural, afirmando, contudo, sentir-se “muito bem” em Beja. “Tudo faço e tudo farei para que esta cidade se desenvolva, espero que também se sintam bem em Beja”, disse, felicitando os organizadores e lembrando que “é muito bom que neste país nos possamos associar, que possamos praticar desporto e viver em sã camaradagem”.
O presidente do CDCR de Beja, António Páscoa, confessou, com natural emoção, que “estamos a viver um momento histórico” prometendo oferecer “o melhor da nossa hospitalidade; demos o nosso melhor, ao longo de muitos meses de trabalho, até chegarmos a este dia em que nos encontramos aqui todos, com muito prazer e um orgulho profundo. Quero que levem Beja nos vossos corações e que sintam sempre o desejo de cá voltarem. Obrigado por terem vindo a Beja”.
O programa contemplou competições em 15 diferentes modalidades desportivas e exibições de folclore regional e nacional, um movimento que não deixou indiferente a comunidade bejense. Por isso, o presidente do CDCR Nacional, Rui Cabaço, considerou no final que “o balanço é altamente positivo, tínhamos a noção de que as 850 pessoas que iriam deslocar-se para Beja teriam um impacto forte numa cidade com esta dimensão, mas penso que os CTT deixaram aqui, mais uma vez, a marca indelével de serem uma das maiores empresas do País e penso que, quer a nível de condições que esta cidade oferece para alojar tanta gente, quer dos equipamento desportivos, deu para perceber que Beja tem grande capacidade para acolher eventos desta envergadura”. O dirigente nacional explicou que “esta é uma competição bienal, estiveram aqui os atletas que se apuraram nas eliminatórias que decorreram no ano anterior, nos anos ímpares fazemos os apuramentos e nos pares organizamos a fase final. A cidade de Beja foi escolhida, há já um ano, para receber a fase final destes jogos e, digamos, em termos desportivos ganharam os melhores e em termos culturais tivemos espetáculos de coros, realizámos o nosso festival de folclore e estivemos no centro histórico da cidade com os nossos grupos etnográficos”.
Missão cumprida, considerou o dirigente nacional dos CDCR CTT, uma vez que “o objetivo da nossa organização é promover e patrocinar toda esta atividade, para que se gere um melhor espírito de equipa e maior coesão empresarial, sentirmos todos que pertencemos a uma empresa, preservando um aspeto que para nós é perfeitamente importante, e que é a ‘família postal’. Somos uma verdadeira família, dá para ver que estiveram aqui famílias inteiras e é neste espírito familiar que nós queremos estar inseridos”. E nem a recente privatização dos CTT terá alterado este estatuto concedido aos CDCR nacionais? “Sou presidente do CDCR há 22 anos e a relação com os presidentes tem sido sempre impecável. Agora, ou quando éramos empresa pública e com conselhos de administração de quadrantes políticos diferentes, nunca tivemos problemas”, concluiu.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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