"Dentro de campo é que vamos ter a confirmação das equipas que vão descer e temos a certeza que vamos entrar em jogo para o discutir com a máxima intensidade e dedicação. E essa certeza leva-me a crer que tudo é possível. No final de Maio faremos as contas", avisa João Gameiro.
A nova fase do campeonato arranca este sábado, 18, e o Milfontes receberá o Lusitano de Évora. Até ao fim, terá também confrontos com o Portimonense, Olhanense, Pinhalnovense, Barreirense, Sesimbra e Despertar.
"Partimos para a segunda fase com plena consciência que não somos uma equipa favorita a manter-nos neste campeonato. Descem três equipas directamente, mais os três piores quartos classificados e vai ser complicada", admite ainda João Gameiro, sublinhando que os adversários olham para o Praia de Milfontes "como a equipa que desce de certeza, pelo facto de representarem clubes profissionais ou que são de capitais de distrito".
Seja como for, João Gameiro destaca que os seus jogadores "têm consciência do que os adversários pensam", mas avisa que aquilo que o seu plantel tem em mente "é bem diferente".
"Trabalhamos muito intensamente durante a semana, apesar das nossas limitações e de termos um plantel pequeno. Não temos experiência de nacionais, ao contrário dos nossos adversários, mas trabalhamos tão bem ou melhor que eles", refere o jovem treinador.
Para Gameiro uma coisa parece óbvia: "Se conseguirmos a manutenção era um feito histórico para o Praia de Milfontes" porque, sustenta o treinador, "pouquíssimas equipas para não dizer nenhuma fora da nossa capital de distrito conseguiram a manutenção no nacional de juniores".
"Portanto, a manutenção neste campeonato seria extraordinário. E aquilo que temos feito até agora tem sido extraordinário", declara.
Para trás fica uma primeira fase que o treinador divide em duas partes: uma primeira volta "excelente" e uma segunda parte com "uma quebra" justificada com os adversários "muito fortes, com muita experiência e tarimba a nível físico e mental". "Não tem nada a ver com o que estamos habituados", reconhece.
Numa equipa com cinco jogadores que ainda têm idade de juvenil, o treinador reconhece que isso "tem algumas repercussões", sobretudo quando os adversários são conjuntos "muito mais" experientes nos nacionais.
"Mas para mim os melhores têm de jogar sempre e estes jogadores são o futuro a curto-prazo dos nossos seniores. A maior dificuldade foi a nossa falta de experiência. Porque temos óptimas condições, um campo fantástico para treinar e todas as condições para trabalhar", conclui.
Fonte: http://www.jornalsudoeste.com/
Sem comentários:
Enviar um comentário