Clãs
Contextualizando a universalidade do fenómeno desportivo que nos rodeia, esgrimo argumentos que levam o leitor a refletir sobre o conteúdo de clãs cujos nomes estimulam um sentimento profundo a uma causa que simboliza simplesmente dedicação. Não vou, por razões óbvias, entrar no campo genérico onde existe uma vastidão de tribos que muito agiram, e agem, em prol das modalidades nas quais marcaram uma inquestionável presença. Em Beja, concretamente, permanecem famílias ligadas ao futebol que espraiaram o seu dom em campo e de onde sobressaíram notáveis jogadores. Mário Montez, um dos grandes impulsionadores do jogo da bola na urbe bejense, e figura de proa no Vitória de Setúbal, deixou como discípulos os sobrinhos Marcelino, um prodigioso craque do antigamente, e os seus irmãos Carlos e Caetano; os manos Paixão, Inácio, Manuel e Honório, formaram um trio supremo de atletas de craveira excecional, sendo que o Manuel jogou no escalão primodivisionário nacional ao serviço do Lusitano de Évora; os Ameixas, com os manos João e Manuel, legaram os seus méritos ao Marinho, João e Zé Ameixa; do Terreirinho das Peças subsistem certezas absolutas dos irmãos Madeira, Joaquim, Nói, Rui, João e Vítor, e da génese Agatão, Viriato, Palico, Zé Mário, Delfim e Chico. No âmago do prodígio desportivo transversal, cruzam-se um rol de modalidades onde encontramos clãs familiares que assumem uma firme presunção em doar aos seus herdeiros um talento que vem de longe. Cito, meritoriamente, a família Catrapona no mundo da patinagem. Hóquei em patins, patinagem artística, corridas, árbitros, juízes, dirigentes nacionais e regionais e treinadores, perfazem uma panóplia de generosidades que submetem o clã Catrapona como um dos modelos fidedignos que pontificam no mundo da patinagem. Conheço, e bem, a mensagem desportiva assumida por uma família onde prolifera a nobreza. Reconheço, também, as vertentes da modalidade em que os Catraponas avocam os seus reais conhecimentos. Observo, igualmente, que a continuidade do reino da patinagem na velha Pax Júlia parece, por ora, assegurada. Os Catraponas, em uníssono, jamais rejeitaram uma proposta quando o cosmos da patinação lhes suscita eventuais ajudas. O clã tem como patriarca o Joaquim, sucedendo-se a Jacinta, esposa, o João, irmão, a Rita, filha do monarca, o benjamim João Catrapona, filho do João e seu genro João Filipe Martins, como árbitros nacionais do Quadro A da Federação Portuguesa de Patinagem. Digo-o, sem favor, que os Catraponas seguem com paixão uma circunstância cuja generosidade à causa é sobejamente sabida. Assim, numa subtil visualização sobre clãs familiares que sempre admirei, é justo que deixe o meu bem-haja a linhagens de individualidades que marcarão para sempre o fenómeno desportivo bejense.
Fonte: Facebook de JOse Saude
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