sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Vê lá companheiro, vê lá...


O Aljustrelense vive um tempo novo. A saída de Vítor Rodrigues, após as derrotas nos dois jogos iniciais do campeonato, abriu caminho à contratação de Francisco Agatão, um técnico com experiência e carisma.

Texto e foto Firmino Paixão

O tempo é de mudança, de avaliações ao que está feito e ao que está por fazer. Recuperar os pontos perdidos e retomar o caminho do sucesso, único percurso que os “mineiros” conheceram na última época. Mas os desafios são diferentes, os protagonistas também. Francisco Agatão promete trabalho. O seu carisma, o seu passado, como atleta e treinador, são a garantia disso mesmo – trabalho e dedicação. E quem sabe? Um destes dias voltará a ouvir-se o “Hino do Mineiro” no balneário do Aljustrelense. “Era bom que assim acontecesse, reviveria os anos maravilhosos que passei no Salgueiros, acredito que vamos voltar a cantar com alegria e com vontade, porque as vitórias traduzirão isso mesmo”, confessou Agatão, neste tempo de regresso ativo ao futebol.


Adivinhava-se que estaria eminente o seu regresso ao futebol?Sim, fazia praticamente um ano que tive a minha última experiência enquanto profissional de futebol e, necessariamente, durante este ano de celibato, digamos assim, sofri bastante. Sendo profissional de futebol tenho que estar sujeito a que as pessoas se interessem pelos meus serviços. Não deixei de pensar e de ir trabalhando no futebol, à minha maneira e na minha casa, mas sentindo a falta do cheiro do balneário. O convite que me foi endereçado pelo Aljustrelense enche-me de orgulho e de honra, agora estou aqui para dar o melhor que sei e posso, no sentido de devolvermos as vitórias à equipa e procurarmos que ela volte a trilhar um caminho de sucesso.


Durante esse “celibato” acreditou sempre que a todo o momento surgiria uma oportunidade de regresso?Acreditamos sempre, pelo nosso passado e por aquilo que fizemos no futebol. Mas isso não depende da nossa vontade, depende de quem dirige os clubes. Alguns convites ou abordagens que me foram feitos não me satisfaziam pessoalmente. Agora sim! Agora estou num sítio onde gosto de estar e onde as pessoas querem que eu esteja.


Não ficou surpreendido com o convite do Mineiro pelo momento em que ele aconteceu?De alguma maneira sim, por ser tão cedo e porque o Vítor fez um excelente trabalho no ano passado. Este ano as coisas não começaram muito bem, por iniciativa própria decidiu pôr um ponto final à ligação que tinha com o clube e fiquei algo surpreendido pela sua saída, não tanto com o convite, naturalmente. Sendo eu um treinador com algum passado e com algum prestígio o convite não me surpreendeu. Só a altura em que ele foi feito. Mas foi o momento em que os diretores entenderam fazê-lo e eu estou aqui para devolver essa confiança, com trabalho e muita vontade.


Duas jornadas e duas derrotas, mas o campeonato tinha apenas duas jornadas, mas no futebol é assim, algo tem que mudar …Exatamente. Fiquei surpreendido por isso mesmo, mas pela conversa que tive com o Vítor, foi por iniciativa dele, entendeu que tinha chegado a altura de pôr um ponto final na ligação que tinha com o clube. Naturalmente que lhe agradeço toda a amabilidade que manifestou em me disponibilizar todos os meios no sentido de eu perceber muito rapidamente o que é que tinha ao meu dispor em termos de qualidade, em termos de grupo e aqui estou com vontade de trabalhar, vontade de me dedicar e de fazer o que eu sempre soube fazer.


E o que lhe pediu o presidente do Mineiro Aljustrelense?Pediu-me, apenas, que fosse igual a mim próprio. Que devolvesse à equipa o caminho do êxito, que lhe devolvesse a ambição e a vontade. Naturalmente que as duas derrotas se traduziram em tristeza, os jogadores andam meio aborrecidos e nós queremos que haja alegria e vontade e que hajam certezas, sobretudo no empenho que teremos em cada domingo para dignificarmos o enorme historial do Mineiro.


Perspetivam-se mexidas no plantel?Vamos analisar, ainda é muito cedo para nos referirmos a isso, até porque não quero ser injusto com ninguém, se entendermos que há jogadores que não servem os interesses do clube e se houver outras possibilidades que possam preencher essas lacunas, avaliaremos e tomaremos posição.


No dia 5 de outubro o Mineiro jogará com o Operário dos Açores, será um jogo especial …Claro que sim, por ironia do destino vou defrontar uma equipa pela qual tenho um sentimento especial, para além de ter tido uma relação profissional bastante duradoura, tenho também uma estima e uma consideração elevada. Sou incondicional adepto daquele clube, mas tenho a certeza que nesse jogo vou querer ganhar, como quero ganhar todos os jogos. Sendo um profissional sério e dedicado não podia pensar de outra forma. Mas será um jogo especial antes e depois, porque dentro do campo eu quero ganhar.

Fonte: http://da.ambaal.pt

Sem comentários:

Enviar um comentário