Como é grande e distinta a família do voleibol no sul do País. E como cresceu com tanta celeridade e fulgor num tão curto espaço de tempo, num território onde, não há muito tempo, era tão residual e inexpressiva.
Texto e fotos Firmino Paixão
Questões que tiveram a resposta adequada na 1.ª Gala do Voleibol AVAL (Associação de Voleibol do Alentejo e Algarve) que decorreu no Cineteatro Municipal de castro Verde, onde foram distinguidos os melhores atletas, clubes, árbitros e os municípios mais amigos do voleibol na região (castro Verde e Sines). Primeiro, houve um tempo de planeamento de estratégias, de criar “um percurso, uma rota, um caminho”, como afirmou António Espírito Santo, presidente da AVAL, depois houve que encontrar os parceiros certos e, nesse desígnio, cabe por inteiro a disponibilidade, entre outros, do município de castro Verde. E porque esta rota teve de ser solidária e inclusiva, houve que “gerar, percorrer e socializar” para encontrar o lugar de segunda maior associação de voleibol do País, em número de praticantes (cerca de 5 000 atletas). Razões para o presidente da AVAL usar e abusar do vocábulo “obrigado”.
Obrigado, disse António Espírito Santo, “a todos aqueles que acreditaram em mim e que fizeram de todo o esforço, dedicação e vontade, aquilo que é hoje o voleibol nas regiões do Alentejo e Algarve”. E continuou: “Com certeza que todos somos poucos, mas que juntos e de mãos dadas, daremos mais um passo no combate à exclusão social e demonstraremos a força do voleibol no que respeita à inclusão social. Juntos podemos fazer mais e melhor. A AVAL, que são todos vós, está hoje de parabéns. Juntos conseguimos”.
O presidente do município de castro Verde, Francisco Duarte, não deixou de lembrar que “incumbe ao Estado, em colaboração com as escolas, associações e coletividades desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar a prática e a difusão da cultura física e do desporto e que, assumindo esta missão, o município definiu esta área como prioritária, inserindo-a na estratégia de ações que contribuam para a formação e desenvolvimento integral do cidadão, como princípios fundamentais ao exercício da cidadania, para a diversidade e inclusão social”. E lembrou: “A história do poder local democrático encarregou-se de provar que as autarquias locais são um contributo sério e determinante para o desenvolvimento desportivo das comunidades locais e das regiões”. O autarca considerou ainda que “os projetos fazem-se de parcerias e dentro das entidades que celebram essas parcerias há pessoas que dão alma à cooperação que se pretende”, lembrando a “seriedade e responsabilidade” com que os responsáveis pela modalidade motivaram o município para as ações que conduziram à construção do Campo Municipal de Jogos de Areia.
Vicente Araújo, presidente da Federação Portuguesa de Voleibol, veio ao Alentejo “agradecer a todos os que nos têm ajudado a afirmar o voleibol como uma modalidade nacional, que o é, e que está fortemente representada de norte a sul, da Madeira aos Açores. O voleibol está bem implantado, é uma modalidade que permite a sociabilização, que permite a inclusão e que movimenta mais de 150 000 jovens, de norte a sul do País”. Palavras ouvidas pelo adjunto do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, o antigo nadador olímpico Nuno Laurentino, que fechou a sessão com a afirmação de que “o desporto é um instrumento único de formação geral do indivíduo e que a sociedade, cada vez mais, deve considerar esta transversalidade do desporto, naquilo que representa em termos de educação, saúde e formação individual de inclusão. Tudo isto passará a ser uma prioridade para o Governo, nomeadamente ao nível do programa que tem a ver com o Desporto para Todos”. O representante do Governo deixou ainda a nota de que “é na escola que tudo começa, é o local ideal para que os jovens tenham experiências multidesportivas. Qualquer política, na área do desporto, que desvalorize esta base e este local onde se pode perceber se existem atletas, não está a ter uma correta política desportiva”.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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